Percepções, experiências e atitudes em relação ao aleitamento matemo, de mulheres atendidas em unidades de saúde no Município de São Paulo
Objetivo: Apesar do conhecimento sobre os benefícios da amamentação e sua importância e dos programas pró-aleitamento implantados pelo governo, a baixa prevalência e a curta duração do aleitamento exclusivo e total no Brasil é uma realidade. Foi realizado um estudo com o objetivo de 1) identificar a...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2006 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-29042021-122554 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6133/tde-29042021-122554/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Aleitamento Materno Breastfeeding Desmame Pesquisa Qualitativa Qualitative Research Weaning |
| Sumario: | Objetivo: Apesar do conhecimento sobre os benefícios da amamentação e sua importância e dos programas pró-aleitamento implantados pelo governo, a baixa prevalência e a curta duração do aleitamento exclusivo e total no Brasil é uma realidade. Foi realizado um estudo com o objetivo de 1) identificar as experiências, atitudes e percepções sobre a amamentação e o desmame; 2) caracterizar a população estudada para verificar a freqüência do aleitamento materno e sua duração. Métodos: Foi pesquisado um grupo de mães usuárias de centros de saúde escola do Município de São Paulo através da aplicação de um questionário semi-estruturado e gravações em fitas magnéticas. Das respostas, foram selecionadas as representações sociais das mães - referentes aos diferentes tópicos das perguntas - e analisadas com o software QualiquantiSoft (2004). A partir da análise foram elaborados os Discursos do Sujeito Coletivo (DSC). Um formulário para levantar informações quanto às características sóciodemográficas das mães e sobre a amamentação foi aplicado. Resultados: Foram entrevistadas 76 mães usuárias de quatro centros de saúde escola do Município de São Paulo. A idade média materna foi de 26,6 anos (± 6,02), a média de anos de estudo materno foi de 6,00 (ensino fundamental incompleto) e a média da renda familiar de 4,57 salários mínimos. A média de consultas pré-natal foi de 7,95, sendo que todas as mães fizeram pelo menos 3 consultas. Das 75 mães entrevistadas 40 mães eram primíparas. Noventa e seis por cento das crianças iniciaram o aleitamento materno, 22,4% receberam leite materno exclusivamente até os seis meses. A duração média do aleitamento materno exclusivo foi de 3, 17 meses e do total foi de 6, 12 meses. A partir das respostas gravadas foram elaborados 93 DSCs. Esses discursos montam um cenário que envolve a amamentação, mostrando as experiências vividas, decisões e atitudes tomadas, percepções, influências e conhecimento sobre a amamentação. O discurso com maior prevalência (47,5%) identifica a percepção da mãe sobre a importância do leite materno para a saúde do bebê, seguido do discurso sobre a orientação recebida após o nascimento do bebê (42,3%). Este dado é importante já que todas as mães fizeram consultas pré-natal e quase a metade delas refere não ter recebido orientação neste período. Outros discursos recorrentes tratam da questão da dificuldade em amamentar nos primeiros meses, da percepção errônea de produção de pouco leite, entre outros. Conclusões: Nas últimas décadas foram feitos muitos esforços para que as taxas de aleitamento materno aumentassem no Brasil, que foram recompensados com um aumento na prevalência e duração da amamentação e a disseminação da importância do aleitamento. Contudo, as taxas estão ainda aquém das recomendações. Os discursos encontrados neste estudo mostram que ainda existem problemas na orientação e apoio ao aleitamento materno e que as dificuldades vivenciadas pelas mães são dificilmente ultrapassadas, prejudicando a efetivação do aleitamento; quando ultrapassadas, isto se deve mais ao empenho pessoal da mãe do que ao apoio institucional. |
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