Prevalência do aleitamento materno entre povos indígenas da tríplice fronteira

O aleitamento materno é o modo mais adequado de fornecer alimento para o crescimento e o desenvolvimento saudável de lactentes, devendo ser a única fonte de hidratação e alimentação, nos primeiros seis meses de vida. Em decorrência do acelerado processo de mudanças socioculturais e econômicas, do ab...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Pereira, Bianca da Silva Alcantara
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-18092020-111715
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-18092020-111715/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Aleitamento materno
Breastfeeding
Desmame
Indígena
Indigenous
Public health
Saúde pública
Weaning
Descripción
Sumario:O aleitamento materno é o modo mais adequado de fornecer alimento para o crescimento e o desenvolvimento saudável de lactentes, devendo ser a única fonte de hidratação e alimentação, nos primeiros seis meses de vida. Em decorrência do acelerado processo de mudanças socioculturais e econômicas, do abandono das atividades de subsistência, da redução da variabilidade alimentar e da dependência de produtos industrializados, coloca-se a população de crianças Indígenas em alta vulnerabilidade para desnutrição proteico-energética, bem como outras carências nutricionais, especialmente em crianças, com o agravante da prevalência das doenças infecto parasitárias. O objetivo da pesquisa é verificar a situação do aleitamento materno e o estado nutricional de crianças de origem indígena, em municípios da Tríplice Fronteira. Trata-se de uma pesquisa analítica, descritiva e transversal, também denominada estudo de prevalência ou inquérito. As informações sobre o tipo de aleitamento materno foram coletadas na base de dados do Sistema de Vigilância Nutricional e Alimentar Indígena. O estudo foi realizado na região oeste do Paraná, também conhecida por Tríplice Fronteira, por ser limites de território do Brasil, Paraguai e Argentina. A população estudada fora de crianças Indígenas, com idade inferior a 2 anos, de ambos os sexos. O instrumento utilizado para a coleta de dados é o mapa de acompanhamento diário de crianças menores de dois anos com data do atendimento, casa, primeira visita ou retorno, nome da criança, nome da mãe, sexo, data de nascimento, idade, peso e estatura, benefícios sociais, estado nutricional peso/idade segundo a Organização Mundial de Saúde, situação do aleitamento materno, tipo de acompanhamento e suplementação de micronutrientes. Os dados foram analisados no programa R Core Team, 2018, versão 3.5.3. Em todos os ajustes e testes realizados foi adotado o nível de significância ou variância de 5% (alfa = 0.05) Acerca dos aspectos éticos a pesquisa teve aprovação do Comitê Nacional de Ética em Pesquisa em Seres Humanos (CONEP). O estudo identificou uma prevalência de aleitamento materno exclusivo de 95.48% nos seis primeiros meses de vida e um aleitamento materno complementado que dura 24 meses em 92.03% das crianças Indígenas na região da tríplice fronteira. A avaliação antropométrica de acordo com peso/idade manteve peso adequado em maioria representado por 79% nos seis primeiros meses de vida e 80.9% até os 24 meses de vida. Concluiu-se que o aleitamento materno exclusivo está ligado ao peso adequado para idade, mesmo quando continuado após o sexto mês de vida e que os benefícios sociais não influenciaram na introdução de novos alimentos na dieta da criança.