A Educação Tradicional do Noroeste de Angola: Formas de Transmissão de Saberes e sua Presença na Bahia
Considerando-se que a Bahia apresenta fortes traços de identidades, este estudo parte do pressuposto de que foram os povos bantu da África Central, sobre tudo, os Congo-Angola, e seu sistema de educação tradicional, centrado na oralidade, que contribuíram para a formação cultural e identitária da Ba...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2016 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade do Estado da Bahia (UNEB) |
| Repositorio: | Saber Aberto – Repositório Institucional da UNEB |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:saberaberto.uneb.br:20.500.11896/391 |
| Acceso en línea: | https://saberaberto.uneb.br/handle/20.500.11896/391 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Povos Bantu Angola Educação tradicional |
| Sumario: | Considerando-se que a Bahia apresenta fortes traços de identidades, este estudo parte do pressuposto de que foram os povos bantu da África Central, sobre tudo, os Congo-Angola, e seu sistema de educação tradicional, centrado na oralidade, que contribuíram para a formação cultural e identitária da Bahia. Para confirmar essa tese, desenvolveu-se pesquisa sobre a educação tradicional do noroeste de Angola, suas formas de transmissão de saberes e sua presença na Bahia, com o objetivo de verificar de que formas aqueles saberes identitários, centrados na tradição, na oralidade, na religiosidade e no pertencimento comunitário foram transmitidos aos afro descendentes baianos, e em que medida esses saberes se mantém preservados e produtivos na contemporaneidade. Para tanto, partiu-se da pesquisa histórica e antropológica, desde África pré-colonial até a Bahia atual, para evidenciar os pontos de interseção do passado histórico africano e a sua presença na Bahia. Assim, procedeu-se à pesquisa historiográfica em fontes primárias e secundárias, além de entrevistas e coletas de narrativas junto a autoridades do Candomblé e da cultura afro na Bahia, no período de 2011 a 2015. Da literatura especializada construiu-se o lastro histórico, antropológico e conceitual sobre a educação tradicional do noroeste de Angola; das entrevistas e demais trabalhos de campo, constataram-se suas formas de transmissão e sua efetiva presença na Bahia. Da conjugação das pesquisas e das análises feitas, confirma-se a hipótese inicial, de que a cultura baiana tem fortes vínculos espirituais, lingüísticos, históricos, sociais e educacionais comos povos Bantu do Noroeste de Angola. |
|---|