Métodos de avaliação de isótopos estáveis (δ2h E δ18o) na hidrologia: uma revisão

Atualmente, através do ciclo hidrológico pode-se observar que toda a água da Terra é de alguma forma afetada por atividades antrópicas. Com a perspectiva de crescente escassez, as decisões de onde extrair, utilizar e administrar a água deve ser baseada em informações confiáveis, de forma a proteger...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Barbosa, Natanael da Silva, Barbosa, Natali da Silva, Salles, Lucas de Queiroz
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Repositorio:Revista Terrae didatica (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.periodicos.sbu.unicamp.br:article/8649972
Acceso en línea:https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/td/article/view/8649972
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Isótopos estáveis. Hidrologia. Fracionamento. Gestão integrada dos recursos hídricos.
Descripción
Sumario:Atualmente, através do ciclo hidrológico pode-se observar que toda a água da Terra é de alguma forma afetada por atividades antrópicas. Com a perspectiva de crescente escassez, as decisões de onde extrair, utilizar e administrar a água deve ser baseada em informações confiáveis, de forma a proteger este recurso para as gerações futuras. Nesse contexto, a utilização dos isótopos estáveis na hidrologia possibilita interpretações da origem e mecanismos de recarga das águas subterrâneas, separação de hidrogramas, drenança vertical entre aquíferos, riscos de salinização e contaminação dos recursos hídricos, dentre outros. A razão pelo qual os isótopos estáveis são úteis nos estudos hidrológicos se deve às reações físico-químicas entre as espécies químicas, que promovem um fracionamento dos isótopos do mesmo elemento entre reagentes e produtos. Os dados isotópicos de δ 18O e δ 2H refletem os valores das precipitações médias locais. Esses geralmente são modificados por processos de difusão que podem alterar os valores isotópicos antes que a água alcançe a zona saturada. Sua importância em relação aos estudos hidrológicos tradicionais é que os isótopos estáveis fazem parte da própria molécula de água, tornando as interpretações mais precisas e independentes do grau de variabilidade e frequência de amostragem. Sob essa perspectiva, nos dias atuais, a integração do maior número possível de marcadores químicos e isotópicos constitui uma importante fronteira de pesquisa hidrológica e na gestão integrada dos recursos hídricos.