Isótopos estáveis da água (δ18O-δ2H) em intra-eventos: decifrando a história da chuva na porção central do estado de São Paulo

Isótopos estáveis da molécula de água, hidrogênio (1H/2H) e oxigênio (16O/17O/18O), constituem excelentes traçadores da movimentação da água no ciclo hidrológico. Devido a necessidade de entender como o ciclo da água tem respondido às mudanças climáticas, este estudo buscou compreender a formação e...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Santos, Vinicius dos [UNESP]
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/238612
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/238612
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Chuva
Isótopos estáveis
Água
Radar nas geociências
Geociências
Isótopos estáveis da água
Tipos de chuva
Micro radar de chuva
Stable isotopes of water
Rainfall type
Micro rain radar
Descripción
Sumario:Isótopos estáveis da molécula de água, hidrogênio (1H/2H) e oxigênio (16O/17O/18O), constituem excelentes traçadores da movimentação da água no ciclo hidrológico. Devido a necessidade de entender como o ciclo da água tem respondido às mudanças climáticas, este estudo buscou compreender a formação e evolução isotópica dos tipos de chuva, principalmente convectivas e estratiformes, que tem sido tema de interesse na comunidade de isotopia. Foram analisadas 312 amostras de isótopos em 18 intra-eventos (coletados a cada 5-10-30 minutos) entre setembro/2019 e fevereiro/2021. Com um Micro Radar de Chuva, imagens do satélite GOES-16 e uma estação meteorológica compacta, estes eventos foram classificados em chuvas convectivas, estratiformes, mistas e não-classificadas. Estes tipos de chuva foram formados pela interação entre umidade (proveniente do Oceano Atlântico, com 3 caminhos distintos até chegar no estado de São Paulo, o próprio Oceano Atlântico, Sul do Brasil e floresta Amazônica) e sistemas atmosféricos variados (Frentes frias, Zona de convergência do Atlântico Sul e Instabilidades termais). Os 3 caminhos da umidade geraram um vapor que caracteriza a história pretérita das chuvas (influência regional), perdendo isótopos pesados ao longo do caminho. Por diferentes mecanismos, este esgotamento foi ampliado ou modificado localmente durante a formação das chuvas. Assim, chuvas convectivas revelaram as diferenças diurnas da atividade convectiva, produzindo valores de δ18O mais negativos (menos negativos) durante o dia (noite), enquanto as chuvas estratiformes refletiram o ciclo de vida, de fases de desenvolvimento (com δ18O enriquecidos), fase madura (δ18O moderados) e de dissipação (δ18O mais negativos). Em chuvas convectivas e estratiformes, estes valores mais empobrecidos de δ18O (-8 ~ -16‰) representam esgotamento máximo de isótopos pesados (destilação Rayleigh), amplificando os processos regionais, que foram modificados por processos evaporativos locais, durante a queda das gotas de chuva, produzindo δ18O enriquecido (>-7 ~ 3‰) e menores valores de d-excess (<10‰). Tal interpretação foi confirmada com bons (r > 0,50) e significativos (p < 0,05) modelos de regressão lineares. Os resultados apresentados geraram dados observacionais finos que podem ser utilizados em modelos climáticos e preenchem uma lacuna na discussão dos controles climáticos sobre a composição isotópica no interior continental de áreas tropicais.