Dinâmica espacial e temporal da clorose variegada dos citros
A Clorose Variegada dos Citros (CVC) é a mais importante doença dos citros no Brasil, mas sua epidemiologia ainda não havia sido estudada. O presente trabalho objetivou a caracterização da dinâmica temporal e espacial da clorose variegada dos citros. Por meio de avaliação de sintomasvisuais, foram m...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 1997 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-20191108-104857 |
| Acceso en línea: | https://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11135/tde-20191108-104857/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | BACTÉRIAS FITOPATOGÊNICAS CLOROSE VARIEGADA DOS CITROS DINÂMICA ESPACIAL DINÂMICA TEMPORAL EPIDEMIOLOGIA LARANJA DOCE |
| Sumario: | A Clorose Variegada dos Citros (CVC) é a mais importante doença dos citros no Brasil, mas sua epidemiologia ainda não havia sido estudada. O presente trabalho objetivou a caracterização da dinâmica temporal e espacial da clorose variegada dos citros. Por meio de avaliação de sintomasvisuais, foram mapeados, bimestralmente, onze talhões de laranja-doce cultivares Pera, Hamlin e Natal, em duas fazendas da região norte do Estado de São Paulo, nos municípios de Bebedouro e Colina, no período de setembro de 1994 a março de 1996. Para a avaliação da dinâmica no tempo, os dados de cada avaliação em cada área foram transformados em proporção de plantas sintomáticas e seis modelos com padrão duplo sigmóide foram ajustados aos dados (logístico, monomolecular e Gompertz generalizados de quatro e cinco parâmetros). O modelo logístico de cinco parâmetros foi o que apresentou melhor ajuste, para o período considerado. Tendo apresentado padrão duplo sigmóide, houve diferenças nas taxas de progresso da doença entre as estações do ano. As taxas médias da primavera e verão foram estatisticamente superiores às do outono e inverno, pelo teste Tukey a 5% de probabilidade de erro. Para o estudo da dinâmica espacial, foram aplicadas as seguintes análises: sequências ordinárias; vizinho mais próximo; áreas isópatas; lei de Taylor modificada; índice de dispersão e análise de dinâmica e estrutura de focos. Pelo teste de sequências ordinárias, foi demonstrada a pequena proporção de linhas de plantio com agregação significativa de plantas doentes, indicando ausência de influência de passagem de máquinas na disseminação da doença. O teste do vizinho mais próximo, por meio do índice de Clark & Evans, demonstrou a presença de agregação de plantas doentes quando se considera o talhão como um todo. Da mesma forma, os índices de dispersão e a lei de Taylor modificada apresentaram resultados semelhantes. A análise de áreas isópatas demonstrou, além da agregação de plantas doentes, sua tendência a se localizarem nas bordas dos talhões, notadamente quando na vizinhança de outros talhões contaminados. Foi demonstrada também a ausência de efeito da direção dos ventos predominantes na disseminação da CVC, nos talhões avaliados. A análise de dinâmica e estrutura de focos revelou que o número de focos por mil plantas cresceu com o aumento da incidência da doença, até 30% de plantas com sintomas. A partir de 30%, houve coalescência de focos. Os focos de CVC são em sua maioria isodiamétricos e diminuem sua compacidade conforme a incidência aumenta. O aumento no número médio de plantas por foco seguiu um padrão exponencial e 83% dos focos apresentaram menos de 10 plantas. Em contrapartida, o percentual de focos unitários diminuiu conforme o aumento na incidência. |
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