Disseminação da Clorose Variegada dos Citros (CVC) no Recôncavo Baiano: disponibilidade de inóculo em plantios e material propagativo

A Bahia ocupa o segundo lugar na produção de frutas cítricas brasileiras, mas a Clorose Variegada dos Citros (CVC), uma das principais doenças de citros, está presente no estado. O agente causal é a bactéria Xylella fastidiosa subsp. pauca, limitada ao xilema. Embora exista um estudo de incidência e...

ver descrição completa

Detalhes bibliográficos
Autor: Silva, Indiara Pereira da
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2016
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)
Repositorio:Repositório Institucional da UFRB
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ri.ufrb.edu.br:prefix/1103
Acesso em linha:http://ri.ufrb.edu.br/jspui/handle/prefix/1103
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:CNPQ:CIÊNCIAS AGRÁRIAS
Citros - Doenças e pragas
Citros - Bactérias fitopatogênicas
Clorose variegada - Citros
Citrus - Diseases and pests
Citrus - Phytopathogenic bacteria
Variegated Chlorosis - Citrus
Descrição
Resumo:A Bahia ocupa o segundo lugar na produção de frutas cítricas brasileiras, mas a Clorose Variegada dos Citros (CVC), uma das principais doenças de citros, está presente no estado. O agente causal é a bactéria Xylella fastidiosa subsp. pauca, limitada ao xilema. Embora exista um estudo de incidência e prevalência para o Litoral Norte, ainda não existem estudos de epidemiologia comparativa para o Recôncavo. O objetivo deste trabalho foi caracterizar a dinâmica espaço-temporal da CVC em plantios citrícolas e quantificar o risco de dispersão associado a material de propagação no Recôncavo Sul. Além dos plantios, foram amostrados o banco de plantas matrizes de citros da Embrapa Mandioca e Fruticultura. Foram selecionadas duas áreas de laranja doce Pêra enxertada em Limão Cravo no município de Governador Mangabeira-BA. Determinaram-se a percentagem de ramos sintomáticos, percentagem de ramos infectados (sintomáticos + assintomáticos), e número de brotações novas. A maior expressão de sintomas ocorreu de maio a outubro com ciclos de três meses, que coincidiu com maior número de brotações. Não foi observado incremento na incidência de ramos infectados, apenas ciclos de três meses ao longo do ano. Esses ciclos podem estar relacionados às condições climáticas da região. Houve disponibilidade de inóculo e de biomassa hospedeira ao longo de todo o ano. Para determinar a dinâmica espacial da CVC, as plantas das áreas selecionadas foram avaliadas visualmente e mapeadas a cada mês. Por meio da análise do índice de dispersão (ID) e aplicação da lei de Taylor modificada, determinou-se o padrão espacial da doença. A maioria das avaliações apresentaram valor calculado de ID estatisticamente superior a 1 (X2, P<0,05) indicando uma dependência espacial entre plantas das sub-áreas. A aplicação da lei de Taylor modificada para todos os tamanhos de quadrats apontou agregação, indicando uma interação entre plantas de uma mesma vizinhança. O padrão espacial das plantas afetadas não apresentou diferenças significativas entre as áreas avaliadas. Esses resultados não diferem dos padrões observados para a mesma doença em outras regiões do Brasil. Para avaliar o risco de dispersão associado a material de propagação foram coletadas um total de 190 amostras de variedades diferentes no banco de plantas matrizes da Embrapa Mandioca e Fruticultura. Todas as amostras apresentaram resultado negativo para a presença do patógeno da CVC.