Repercussões da telefisioterapia na capacidade funcional, ansiedade, depressão e dispneia de pacientes pós Covid-19
Introdução: A COVID-19 tem sintomas diversos, e a permanência desses sintomas é conhecida como COVID longa ou persistente, e pode comprometer o indivíduo de forma sistêmica. Sendo assim, a reabilitação é indicada nesses casos, e realizá-la de forma remota pode ser uma alternativa devido as restriçõe...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da Udesc |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.udesc.br:UDESC/20924 |
| Acesso em linha: | https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/20924 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Covid-19 Estado funcional Ansiedade Depressão Dispneia Teleconsulta Fisioterapia |
| Resumo: | Introdução: A COVID-19 tem sintomas diversos, e a permanência desses sintomas é conhecida como COVID longa ou persistente, e pode comprometer o indivíduo de forma sistêmica. Sendo assim, a reabilitação é indicada nesses casos, e realizá-la de forma remota pode ser uma alternativa devido as restrições da pandemia. Objetivo: Avaliar os efeitos da telefisioterapia na capacidade funcional, ansiedade, depressão e dispneia dos pacientes pós COVID-19. Materiais e métodos: O estudo se caracterizou como ensaio clínico experimental, longitudinal, prospectivo, não randomizado e foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa Envolvendo Seres Humanos (CEPSH). Toda a pesquisa aconteceu de forma on-line. Foram selecionados pacientes que obtiveram teste de reação em cadeia da polimerase (PCR) positivo para COVID-19 e que tinham persistência de um ou mais sintomas. Após receberem o termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE), foram avaliados quanto aos seguintes parâmetros: ficha de anamnese previamente elaborada, teste de sentar e levantar de 1 minuto (TSL1`), escala de Estado Funcional Pós-COVID-19 (PCFS), escala de Ansiedade e Depressão (HADS), escala de severidade de fadiga (ESF), Medical Research Council Modificada (mMRC) e Escala de Borg. Posteriormente, foram divididos em 2 grupos, grupo exercícios (Grupo 1) e orientações (Grupo 2). O Grupo 1 (G1) foi assistido conforme protocolo de exercícios previamente estipulado e recebeu orientações e o grupo 2 (G2) recebeu apenas as orientações. Essas orientações foram realizadas por meio de cartilhas. Ambos os grupos tiveram acompanhamento por 5 semanas e foram reavaliados pelos mesmos instrumentos no final desse período. Análise Estatística: Os dados foram sistematizados no programa SPSS Statistics versão 20.0. O teste Shapiro Wilk foi utilizado para testar a normalidade dos dados e foi realizado o teste T – independente para comparar as respostas das variáveis normais, e sua forma análoga (Mann-Whitney U) para as variáveis não normais na comparação entre os grupos. Já nos testes intragrupo utilizamos o teste T-pareado ou análogo não paramétrico (Wilcoxon). No que se refere a estatística descritiva, foram analisados incialmente as medidas de tendência central (média), desvio padrão e frequência absoluta e/ou relativa. Foi adotado o nível de significância de p < 0,05. Resultados: Um total de 51 pacientes acometidos pela COVID-19 foram avaliados neste estudo, G1 (n = 25) e g G2 (n = 26). O G1 apresentou melhora significativa após 5 semanas de acompanhamento nos seguintes desfechos: TSL1` (p = 0,001), BORG D (p = 0,001), BORG M (p = 0,002), mMRC (p = 0,003), ESF (p = 0,001) e PCFS (p = 0,003). No G2 três desfechos alteraram após as 5 semanas: ESF (p = 0,019), PCFS (p = 0,027) e HADSa (p = 0,05). Não houve diferença significativa entre os grupos estudados após o período de acompanhamento. Conclusão: Houve melhora em ambos os grupos estudados. Contudo, o grupo que recebeu além das orientações os exercícios, apresentou um número maior de desfechos com melhora funcional e clínica. Diante disso, acreditamos que o acompanhamento on-line pode gerar benefícios ao paciente com sequelas da COVID-19, especialmente com a aplicação de exercícios semanais síncronos. |
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