| Sumario: | Este texto foi elaborado durante o período de isolamento social, ainda na fase do aumento dos números de casos de contaminações no Brasil, contabilizando 27.276 óbitos na data de 29 de maio de 2020, além de diversos casos não notificados e/ou subnotificados e, mais recentemente, alterações nos protocolos de contagens. Neste contexto, escrever sobre algo que está em curso e de tamanha magnitude é sempre desafiador e por não dizer arriscado, dada a falta de análises pormenorizadas. Mas é também uma oportunidade ímpar para dialogarmos sobre as intencionalidades do projeto político-ideológico em curso no Brasil, seja no campo econômico-social ou nas diretrizes para o enfrentamento da pandemia da COVID-19 pelo Governo Federal. Por isso, objetivamos demonstrar as contradições atuais do neoliberalismo – dentro do projeto político-ideológico brasileiro – frente a exposição das vulnerabilidades e desigualdades sociais - econômicas e espaciais existentes nos espaços urbanos (cidades) no enfrentamento contra a COVID-19. A metodologia utilizada consistiu em uma revisão bibliográfica a partir de periódicos científicos e o uso de matérias de jornais. Em vias finais, este artigo ressalta a necessidade de ressignificação da dinâmica urbana face à lógica unitária da produção capital – trabalho -, para não cultuarmos a ideia de que o isolamento social é um privilégio. Somos assertivos em crer que o isolamento social é um direito, que por ora está sendo negado e posto como privilégio de classe.
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