A POTÊNCIA DA IMAGINAÇÃO

Quando lemos as Meditações Metafísicas de Descartes percebemos que o filósofo parece não confiar na imaginação, porque ela obtém suas informações pelos sentidos do corpo e os sentidos por vezes são enganadores, produzindo percepções obscuras e confusas. Esse posicionamento de Descartes sobre a imagi...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Teixeira, Ravena Olinda
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Cadernos Espinosanos (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/162124
Acceso en línea:https://revistas.usp.br/espinosanos/article/view/162124
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Modernity
Descartes
Reason
Imagination
Potency
Spinoza
Modernidade
Razão
Imaginação
Potência
Espinosa
Descripción
Sumario:Quando lemos as Meditações Metafísicas de Descartes percebemos que o filósofo parece não confiar na imaginação, porque ela obtém suas informações pelos sentidos do corpo e os sentidos por vezes são enganadores, produzindo percepções obscuras e confusas. Esse posicionamento de Descartes sobre a imaginação é compartilhado por vários filósofos modernos. A influência cartesiana na formação do pensamento espinosano é incontestável, por isso somos quase de imediato induzidos a procurar semelhanças e pontos em comum entre ambos. Todavia, é preciso ter cautela para identificar que apesar de estarem sob os mesmos limites conceituais, esses filósofos divergem em alguns pontos e às vezes até se opõem. O objetivo do nosso trabalho é apresentar o que Espinosa pensava sobre os limites da imaginação e, principalmente, sobre sua potência.