Formas de politização rural no Chile (Curicó, 1941-1942)

As abordagens com as quais tradicionalmente se há pesquisado o problema da politização camponesa em período anterior à reforma agrária no Chile têm oscilado entre aqueles que afirmam a ausência absoluta de mobiliza- ção e ação política por parte das comunidades camponesas –tese derivada dessa outra...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Alderete Soto, Pablo
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:México
Institución:UNIVERSIDAD NACIONAL AUTÓNOMA DE MÉXICO
Repositorio:De raíz diversa. Revista Especializada en Estudios Latinoamericanos
Idioma:español
OAI Identifier:oai:ojs.pkp.sfu.ca:article/64762
Acceso en línea:https://revistas.unam.mx/index.php/deraizdiversa/article/view/64762
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Politización
Campesinado
Movimiento campesino
Curicó
Politização
Campesino
Movimento Camponês
Descripción
Sumario:As abordagens com as quais tradicionalmente se há pesquisado o problema da politização camponesa em período anterior à reforma agrária no Chile têm oscilado entre aqueles que afirmam a ausência absoluta de mobiliza- ção e ação política por parte das comunidades camponesas –tese derivada dessa outra perspectiva que levanta a subordinação total do campesinato contra o poder omnimo (até a década dos anos sessenta) do latifúndio– e aqueles que enfatizam a politização formal e semiautônoma dos sindicatos agrícolas. Neste artigo, ao contrário, propomos uma terceira via de análise histórica: especificar o ecossistema social agrário, dando conta das estratificações trabalhistas e sua incidência na politização (inquilinos, meeiros, afuerinos, etc.), as lutas trabalhistas cotidianas (infrapolítica) e as especificidades do habitat sociocultural curicano. Diante de um contexto inusitado e, por sua vez, contraditório de modernização, onde o meio rural se torna lentamente democratizado e integrado, mas também em que se desencadeiam forças estruturais que tendem a percorrer identidades camponesas, o processo de politização dos trabalhadores rurais que orientar-se na direção do fortalecimento, precisamente, do caráter camponês de sua luta, resistindo abertamente ou discretamente contra as tendências proletárias, mas também contra o domínio conquistador. Baseando-se principalmente nas fontes judiciais da época (registros do tribunal do trabalho), no arquivo da Direção do Trabalho e na imprensa escrita, é possível propor outra imagem da politização dos trabalhadores do campo chileno e, com ele, também demonstrar que a reforma agrária foi uma conjuntura histórica ancorada em um longo e contínuo movimento de politização camponesa.