Esboço de uma ética universal luliana
Para Raimundo Lúlio o homem é o "animal homificante", o único que ao participar da matéria e forma do universo edifica a si mesmo. A virtude anímica que dota a alma racional de memória, entendimento e vontade, é o espaço onde se forja o princípio da auto-determinação humana e de sua consci...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Fecha de publicación: | 2001 |
| País: | España |
| Institución: | Universitat Autònoma de Barcelona |
| Repositorio: | Dipòsit Digital de Documents de la UAB |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:ddd.uab.cat:112694 |
| Acceso en línea: | https://ddd.uab.cat/record/112694 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Ètica Virtut Trinitat Raimundo Lúlio Ética Ser Esse Virtude Trindade Ramon Llull Ethic Be Virtue Trinity |
| Sumario: | Para Raimundo Lúlio o homem é o "animal homificante", o único que ao participar da matéria e forma do universo edifica a si mesmo. A virtude anímica que dota a alma racional de memória, entendimento e vontade, é o espaço onde se forja o princípio da auto-determinação humana e de sua consciência. O fundamento da ética universal e transcendental luliana está em que todos os homens de qualquer raça ou credo possuem a virtude trina atualmente no ser, e de igual modo, todos são capazes de pensar, entender e amar. Isto não significa ruptura com o divino, pois é Deus quem conserva cada criatura no ser, conseqüentemente é imanente ao seu atuar, mas significa uma nova visão de Deus como potencializador e colaborador na atualização de sua perfeição. Assim como tenho a liberdade para realizar aquilo que me aperfeiçoa no ser, posso utilizar mal esta liberdade e comprometer o ser. O mal-uso desvirtua a vontade que não segue o entendimento, possibilitando que o vício se apóie. O vicioso abomina seu ser e desconhece que está no mal, pois sem o esclarecimento da virtude, a memória não contempla, o entendimento não entende e a vontade não ama. |
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