Epidemias, estado e sociedade : Minas Gerais na segunda metade do século XIX
Um dos aspectos que marcam as análises das doenças epidêmicas é a noção de crise: as epidemias são geralmente percebidas como eventos que fogem ao enquadramento engendrado pelos ordenamentos e práticas cotidianos, ultrapassando a experiência individual -o sofrimento, a ameaça da morte-, colocando em...
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Fecha de publicación: | 2011 |
| País: | España |
| Institución: | Universitat Autònoma de Barcelona |
| Repositorio: | Dipòsit Digital de Documents de la UAB |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:ddd.uab.cat:85259 |
| Acceso en línea: | https://ddd.uab.cat/record/85259 https://dx.doi.org/urn:doi:10.4321/S0211-95362011000100003 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Història de la salut pública Història de Brazil Epidèmies Còlera Verola História da saúde História do Brasil Epidemias Cólera Viruela History of public health History of Brazil Epidemics Cholera Smallpox |
| Sumario: | Um dos aspectos que marcam as análises das doenças epidêmicas é a noção de crise: as epidemias são geralmente percebidas como eventos que fogem ao enquadramento engendrado pelos ordenamentos e práticas cotidianos, ultrapassando a experiência individual -o sofrimento, a ameaça da morte-, colocando em risco as próprias estruturas sociais, a ordem pública, as atividades econômicas, os valores morais. Entretanto, esses eventos também podem esclarecer sobre o modo como as sociedades organizam a assistência à saúde em tempos de normalidade, como a extensão e os limites da atuação das autoridades e o papel das populações no provimento de suas necessidades cotidianas. Este artigo aborda a organização dos serviços de assistência à saúde na província de Minas Gerais (Brasil) durante dois episódios epidêmicos -varíola (1873-1875) e o cólera (1855-1856)- identificando os problemas vivenciados pela população de Minas e as ações do poder público durante o curso dessas moléstias. Por outro lado, sugerimos que as dificuldades vivenciadas quando da instalação do cólera ou do recrudescimento da varíola, na verdade evidenciavam e aprofundavam as deficiências que caracterizavam o atendimento a saúde naquela sociedade, e que a mobilização social em torno dos doentes não se constituía uma novidade, uma vez que a intervenção do Estado no âmbito da saúde pública durante o período examinado era bastante reduzida, não prescindido da iniciativa e do apoio da sociedade civil. |
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