Entre a Azulejaria de Santos Simões e a Talha de Robert Smith: a Fundação Calouste Gulbenkian na vanguarda dos Estudos das Artes Decorativas

A Fundação Calouste Gulbenkian, nas palavras do seu mais recente Presidente – Prof. Doutor António Feijó – foi, na sua origem, “um Ministério da Cultura oficioso de um País em grande parte desprovido de estruturas nesse domínio”. No que ao desenvolvimento do estudo das Artes Decorativas diz respeito...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Varela Flor, Susana
Tipo de recurso: capítulo de libro
Fecha de publicación:2024
País:España
Institución:Universidad Pablo de Olavide (UPO)
Repositorio:RIO. Repositorio Institucional Olavide
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:rio.upo.es:10433/22071
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/10433/22071
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Talha
Azulejaria
Robert C. Smith
João Miguel dos Santos Simões
Artes Decorativas
Fundação Calouste Gulbenkian.
Woodcarving
Decorative Arts
Calouste Gulbenkian Foundation
Descripción
Sumario:A Fundação Calouste Gulbenkian, nas palavras do seu mais recente Presidente – Prof. Doutor António Feijó – foi, na sua origem, “um Ministério da Cultura oficioso de um País em grande parte desprovido de estruturas nesse domínio”. No que ao desenvolvimento do estudo das Artes Decorativas diz respeito, essa prática oficiosa traduziu-se no apoio efetivo a uma área temática, a azulejaria, com a figura do Eng.º João Miguel dos Santos Simões (1907-1972) na liderança de uma Brigada de Estudos a ela dedicada. Menos contemplada ficaria a investigação sobre talha, à época divulgada internacionalmente por Robert Chester Smith (1912-1975). O professor norte-americano da Universidade da Pensilvânia conhecia bem o trabalho de Santos Simões e sonhava aplicar a mesma metodologia na talha que, a par do azulejo, eram consideradas formas artísticas diferenciadoras da cultura portuguesa em território nacional e internacional. Ambos faleceram na década de 70 e passados quase 50 anos dos seus trágicos desaparecimentos, proponemos analisar o contexto em que trabalharam, o relacionamento profissional desenvolvido entre ambos e o legado que deixaram aos historiadores que prosseguiram as suas vias de investigação. Não deixaremos também de salientar o percurso da própria Fundação Calouste Gulbenkian na promoção das Artes Decorativas e o papel desempenhado no início da segunda década do século XXI.