A morte contemporânea
Imaginemo-nos à entrada de Tebas, em lugar de Édipo, diante da esfinge. Então, ao invés do conhecido enigma, ela nos fita os olhos friamente e lança a pergunta voraz: "O que é a vida?". De certo, em uma breve reflexão, concluiremos que até os homens mais sábios conhecidos pela humanidade,...
| Autor: | |
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| Tipo de documento: | artigo |
| Data de publicação: | 2020 |
| País: | España |
| Recursos: | Universitat Autònoma de Barcelona |
| Repositório: | Dipòsit Digital de Documents de la UAB |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:ddd.uab.cat:224284 |
| Acesso em linha: | https://ddd.uab.cat/record/224284 https://dx.doi.org/urn:doi:10.5565/rev/brumal.552 |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | Neofantástico Contemporaneidade Morte Solidão Neofantastic Contemporaneity Death Loneliness |
| Resumo: | Imaginemo-nos à entrada de Tebas, em lugar de Édipo, diante da esfinge. Então, ao invés do conhecido enigma, ela nos fita os olhos friamente e lança a pergunta voraz: "O que é a vida?". De certo, em uma breve reflexão, concluiremos que até os homens mais sábios conhecidos pela humanidade, provavelmente, seriam engolidos. Ao lado do questionamento primeiro, não menos incômodo e faminto, encontra-se outro: "Existe vida após a morte?". Encontrar resoluções para essas perguntas e para outras que delas reverberam talvez seja a tarefa mais instigante a que nós, seres dotados de consciência, temos nos dedicado. O conto neofantástico O retorno, do escritor chileno Roberto Bolaño, apresenta-nos, por meio de um espectro-narrador, as vivências de um ser que experimentou, como diz Agamben (2012), "o escuro de seu tempo". O objetivo precípuo do presente artigo é submeter a narrativa mencionada a um trabalho interpretativo acerca de uma porção deste "escuro" que se traduz na condição de abandono que permeia a vida das personagens e no estado de solidão-morte em que se encontram, abrindo vias para um pensar sobre o estar-no-mundo do homem contemporâneo. |
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