A corporeidade do incorpóreo: reflexões a partir da noção siona de “dau”
Há frases, formulações de ideias particularmente felizes, que, quando as lemos nos textos etnológicos, nos inspiram de uma forma especial; fazem com que aquilo que encontramos durante o trabalho de campo, de repente, como num passe de mágica, seja iluminado com outra luz, tome um novo sentido e se t...
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| Tipo de recurso: | capítulo de libro |
| Fecha de publicación: | 2023 |
| País: | España |
| Institución: | Universidad Complutense de Madrid (UCM) |
| Repositorio: | Docta Complutense |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:docta.ucm.es:20.500.14352/132118 |
| Acceso en línea: | https://hdl.handle.net/20.500.14352/132118 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | 39 chamanismo etnología indígena yaminawa corporalidad Antropología (Sociología) 51 Antropología |
| Sumario: | Há frases, formulações de ideias particularmente felizes, que, quando as lemos nos textos etnológicos, nos inspiram de uma forma especial; fazem com que aquilo que encontramos durante o trabalho de campo, de repente, como num passe de mágica, seja iluminado com outra luz, tome um novo sentido e se torne mais elucidativo da realidade sobre a qual estamos realizando a nossa reflexão. Em seu capítulo etnográfico que integra o clássico e impreterível Portals of power, Jean Langdon (1992) define o xamã como “a living embodiment of power”. A ideia do xamã como corporificação vivente do poder é o resultado da análise que a autora faz do conceito siona de dau. Como ela explica, esse é um conceito-chave, complexo e com uma extensa variedade de significados: dau pode designar determinadas doenças, pode se referir à substância por meio da qual se realiza a feitiçaria, e é, também, uma substância que cresce no interior do xamã e que constitui a base do seu poder e do seu conhecimento. |
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