Impacto do capital cultural na mobilidade social: o caso das escolas profissionais de música
[por] Esta investigação analisa o impacto da formação escolar profissionalizante em música na criação de capital cultural e na mobilidade social ascendente dos seus diplomados. Assume-se como caso de estudo os diplomados e as suas famílias, das quatros escolas profissionais de música no Norte de Por...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2016 |
| País: | España |
| Institución: | Universidad de Barcelona |
| Repositorio: | Dipòsit Digital de la UB |
| OAI Identifier: | oai:diposit.ub.edu:2445/138778 |
| Acceso en línea: | https://hdl.handle.net/2445/138778 http://hdl.handle.net/10803/667417 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Escoles de música Formació professional Mobilitat social Mobilitat laboral Mobilitat residencial Condicions socials Hàbit Legislació Qüestionaris Music schools Occupational training Social mobility Labor mobility Residential mobility Social conditions Habit Legislation Questionnaires |
| Sumario: | [por] Esta investigação analisa o impacto da formação escolar profissionalizante em música na criação de capital cultural e na mobilidade social ascendente dos seus diplomados. Assume-se como caso de estudo os diplomados e as suas famílias, das quatros escolas profissionais de música no Norte de Portugal. De acordo com as teorias da reprodução e da distinção de Bourdieu, o capital cultural é um importante instrumento na reprodução de desigualdades sociais, pelo que as condições socioculturais familiares de origem são determinantes na diferenciação dos resultados escolares dos descendentes, no desenvolvimento das suas carreiras profissionais, na construção de preferências e nos comportamentos de consumo cultural. As mesmas teorias associam a estratificação social à criação de um gosto popular ou erudito, em função da existência, ou não, de capital cultural, condição necessária à compreensão de códigos e apreciação de bens simbólicos. Por seu lado, a investigação educativa produzida, a partir da década de setenta do século XX, tem vindo a reconhecer à escola e ao efeito-escola um importante papel no sucesso escolar e na definição de trajetórias de vida, invertendo o caráter fatalista da reprodução social familiar de origem. Num paradigma de mobilidade cultural, o atual debate sobre o omnivorismo cultural reconhece, nas sociedades atual, a existência de um novo perfil de participação cultural omnívora, que se traduz num leque alargado de preferências e de consumos, desde a arte erudita a manifestações próprias de subculturas populares. A análise sociológica do consumo acrescenta as trajetórias escolares, ocupações profissionais e estilos de vida como importantes fatores de estruturação do gosto em dialética com os fenómenos do consumo e das hierarquias culturais. Na investigação empírica realizada aplicam-se indicadores que permitem analisar o processo de criação de capital musical, através da socialização escolar, e os comportamentos de consumo cultural, desde a infância à idade adulta. Utilizam-se o questionário aplicado aos diplomados das EPM, complementado com entrevistas aos diretores e quadros pedagógicos intermédios das escolas como instrumentos. Constata-se que a ocupação profissional dos diplomados, o nível máximo de escolaridade atingido e os consumos musicais eruditos estão associados à trajetória escolar na EPM e são independentes das condições sociais familiares de origem, num modelo de mobilidade social ascendente intergeracional. Concluiu-se que a ampliação de capital musical construído na socialização escolar aumentou o processo de mobilidade social dos alunos, viabilizando o posterior acesso a ocupações profissionais de maior prestígio. Simultaneamente, assistiu-se a uma mudança dos padrões de consumo musical popular, através da incorporação de preferências pelo reportório musical de tradição europeia ocidental, num modelo de translação cultural independente da estratificação social de classe de origem familiar. No entanto, concluiu-se que o capital musical construído e refletido no gosto e nos comportamentos de consumo em adulto não conduziu os diplomados a um padrão de participação cultural omnívoro, comportamento que atualmente a sociologia de consumo reconhece como atributo das sociedades contemporâneas desenvolvidas. |
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