Misoginia e Santidade na Baixa Idade Média : os três modelos femininos no Livro das Maravilhas (1289) de Ramon Llull
Durante todo o período medieval o pensamento misógino ocupou os escritos clericais. A mulher era considerada um ser muito mais próximo da carne e dos sentidos e, por isso, uma pecadora em potencial. Afinal, todas elas descendiam de Eva, a culpada pela queda do gênero humano. No início da Idade Média...
| Autor: | |
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| Formato: | artículo |
| Fecha de publicación: | 2005 |
| País: | España |
| Recursos: | Universitat Autònoma de Barcelona |
| Repositorio: | Dipòsit Digital de Documents de la UAB |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:ddd.uab.cat:112601 |
| Acesso em linha: | https://ddd.uab.cat/record/112601 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Dona Misogínia Santitat Mulher Misoginia Santidade Ramon Llull |
| Resumo: | Durante todo o período medieval o pensamento misógino ocupou os escritos clericais. A mulher era considerada um ser muito mais próximo da carne e dos sentidos e, por isso, uma pecadora em potencial. Afinal, todas elas descendiam de Eva, a culpada pela queda do gênero humano. No início da Idade Média, a principal preocupação com as mulheres era mantê-las virgens e afastar os clérigos desses seres demoníacos que personificavam a tentação carnal. A partir do século XI, com a institucionalização do casamento pela Igreja, a maternidade e o papel da boa esposa passaram a serem exaltados. Criou-se uma pedagogia da salvação feminina a partir basicamente de três modelos femininos: Eva (a pecadora), Maria (o modelo de perfeição e santidade) e Maria Madalena (a pecadora arrependida). Com base nesses três pilares analisei a concepção feminina contida no Livro das Maravilhas (1289) do filósofo maiorquino, Ramon Llull (1232-1316) que, através de exempla que demonstram situações cotidianas do século XIII, deixa transparecer sua posição quanto à misoginia, à santidade e aos possíveis caminhos para a salvação feminina. |
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