O concheiro do Lisandro (Mafra, Lisboa, Portugal): novos dados sobre a exploração de recursos aquáticos no Neolítico da Península de Lisboa

O presente artigo efectua uma primeira apresentação do concheiro neolítico do Lisandro (Mafra, Lisboa, Portugal), numa abordagem interdisciplinar. Identificado em 2017 e objecto de uma escavação de emergência em 2018, Lisandro apresenta um depósito conquífero entre dunas, evidenciando uma ocupação e...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Catarina Sousa, Ana, Miranda, Marta, Costa, Ana María, Tereso, João, Valério, Pedro, Monge Soares, António
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión aceptada para publicación
Fecha de publicación:2022
País:España
Institución:Universidad de Sevilla (US)
Repositorio:idUS. Depósito de Investigación de la Universidad de Sevilla
OAI Identifier:oai:idus.us.es:11441/143828
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/11441/143828
https://doi.org/10.12795/spal.2022.i31.02
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Concheiro
Neolítico
Lisandro
Península de Lisboa
Paleoambiente
Shell midden
Neolithic
Lisbon Peninsula
Paleoenvironment
Descripción
Sumario:O presente artigo efectua uma primeira apresentação do concheiro neolítico do Lisandro (Mafra, Lisboa, Portugal), numa abordagem interdisciplinar. Identificado em 2017 e objecto de uma escavação de emergência em 2018, Lisandro apresenta um depósito conquífero entre dunas, evidenciando uma ocupação exclusivamente relacionada com o consumo de fauna malacológica (bivalves e gastrópodes) datada do 3º quartel do 5º milénio a.n.e. Trata-se de um sítio temporário, sendo muito escassos os materiais recolhidos, destacando-se dois fragmentos de cerâmica decorada de tradição do Neolítico antigo. Numa leitura comparativa com outros contextos regionais do Mesolítico e Neolítico antigo, regista-se em geral uma grande continuidade nos padrões de mobilidade nos concheiros desta região, do Mesolítico antigo até ao Calcolítico. Os indicadores paleoambientais, em particular os dados malacológicos e antracológicos, parecem indicar mudanças ambientais, o impacto de actividade agro-pastoril e uma menor importância dos recursos aquáticos no 5º milénio.