Teoria e institucionalização dos sistemas partidários após a terceira onda de democratização

Este artigo examina duas diferenças entre os sistemas partidários das democracias industriais avançadas e os de países menos desenvolvidos, particularmente em termos do nível de institucionalização. O argumento geral é que os sistemas partidários dos países menos desenvolvidos são menos instituciona...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Mainwaring, Scott, Torcal, Mariano
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2005
País:España
Institución:Universitat Pompeu Fabra
Repositorio:Repositorio Digital de la UPF
OAI Identifier:oai:repositori.upf.edu:10230/69714
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10230/69714
http://dx.doi.org/10.1590/S0104-62762005000200001
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Partidos políticos
Sistemas partidários
Democracia
Institucionalização
Descripción
Sumario:Este artigo examina duas diferenças entre os sistemas partidários das democracias industriais avançadas e os de países menos desenvolvidos, particularmente em termos do nível de institucionalização. O argumento geral é que os sistemas partidários dos países menos desenvolvidos são menos institucionalizados. De modo mais específico, mostramos primeiro que a maioria das democracias e semi-democracias em países menos desenvolvidos têm uma volatilidade eleitoral muito mais alta e menos estabilidade eleitoral do que as democracias industriais avançadas. E, em segundo lugar, boa parte da literatura sobre partidos e sistemas partidários pressupõe o contexto de sistemas partidários institucionalizados com partidos fortemente enraizados na sociedade e supõe ainda que vínculos programáticos e ideológicos estão na raiz dos vínculos estáveis entre eleitores e partidos. Nos sistemas partidários da maioria das democracias e semi-democracias dos países menos desenvolvidos, os vínculos programáticos e ideológicos entre eleitores e partidos são mais fracos. Nessa mesma direção, os vínculos entre eleitores e candidatos são mais personalistas nas democracias e semi-democracias dos países menos desenvolvidos do que nas democracias industriais avançadas.