O retábulo como marco da passagem do fiel vitorioso

Desenhar formas é suprimir por meio da escolha de algumas linhas uma infinidade de outras, conferindo ao objeto representado um recorte pessoal, resultante da capacidade individual e da abrangência do repertório do autor, e das expectativas do grupo encomendante, ao qual o trabalho se destina. Assim...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Bonazzi da Costa, Mozart Alberto
Tipo de recurso: capítulo de libro
Fecha de publicación:2020
País:España
Institución:Universidad Pablo de Olavide (UPO)
Repositorio:RIO. Repositorio Institucional Olavide
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:rio.upo.es:10433/8775
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10433/8775
Access Level:acceso abierto
Descripción
Sumario:Desenhar formas é suprimir por meio da escolha de algumas linhas uma infinidade de outras, conferindo ao objeto representado um recorte pessoal, resultante da capacidade individual e da abrangência do repertório do autor, e das expectativas do grupo encomendante, ao qual o trabalho se destina. Assim, tradicionalmente, utiliza-se representações para a transmissão de conhecimentos e informações a públicos-alvo definidos. Pode ser surpreendente constatar o nível de conhecimento envolvido em processos comunicativos, em períodos remotos da história. Certamente, as representações se apresentavam impregnadas de conteúdos simbólicos, ancestralmente conhecidos, materializados por meio de formas incorporadas à uma tradição representativa, e, portanto, constituindo padrões em constante repetição ou recombinação. O presente trabalho aborda um desses padrões, editado em diversos locais e períodos históricos desde a Antiguidade, em ocorrências mais frequentes até o século XVII, que se tornaria motivo ornamental fundamental ao atendimento das diretrizes conciliares tridentinas, dirigidas à constituição dos espaços religiosos, após a ruptura ocasionada pela Reforma Protestante. As implicações da sua adoção são numerosas, profundas e surpreendentes.