Sofística e retórica no Górgias de Platão
O presente artigo tem como intuito elucidar a distinção entre sofística e retórica no diálogo Górgias de Platão, a partir da asserção enigmática de Sócrates de que “sofistas e rétores se diluem em uma mesma coisa e com relação às mesmas coisas devido à sua contiguidade” (465c4-5). Para tal fim, abor...
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2020 |
| País: | España |
| Institución: | Universidad de Sevilla (US) |
| Repositorio: | idUS. Depósito de Investigación de la Universidad de Sevilla |
| OAI Identifier: | oai:idus.us.es:11441/125482 |
| Acceso en línea: | https://hdl.handle.net/11441/125482 https://doi.org/10.12795/araucaria.2020.i44.14 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Filosofía Retórica Sofística Democracia Philosophy Rhetoric Sophistry Democracy |
| Sumario: | O presente artigo tem como intuito elucidar a distinção entre sofística e retórica no diálogo Górgias de Platão, a partir da asserção enigmática de Sócrates de que “sofistas e rétores se diluem em uma mesma coisa e com relação às mesmas coisas devido à sua contiguidade” (465c4-5). Para tal fim, abordaremos, no primeiro momento, a genealogia dos termos gregos sophistikē e rhētorikē na literatura grega supérstite, buscando mostrar que as noções de “sofística” e “retórica”, tal como as entendemos de um modo geral hoje, são frutos da operação platônica-aristotélica de delimitação de um tipo de pensamento e prática pedagógica em oposição à “filosofia”. No segundo momento, passaremos à análise dos diálogos platônicos, mais especificamente o Górgias e o Protágoras, em que essas duas noções se encontram em processo de delineamento teórico. A ideia geral é a de que a retórica seria parte integrante da educação sofística representada em Platão paradigmaticamente pela figura de Protágoras, entendida como instrumento necessário para a atuação nos espaços de deliberação coletiva (Conselho e Assembleia), ao passo que, no caso de Górgias, a retórica, e mais especificamente a espécie judiciária, se apresenta como o fim mesmo de sua proposta pedagógica, e não como instrumento para uma formação moral e intelectual mais ampla – ou seja, o ensino da arte política, identificada com a própria virtude moral no diálogo Protágoras |
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