Eneias e a Sibilia Cumana: um azulejo no Palácio Belmonte de Lisboa
A sibila é uma personificação artística e literária de mulheres, que carrega um aspecto universal da transcendência humana: o dom da profecia. De origem mítica, o arquétipo desse personagem está ligado a misteres literários e se manifesta em distintos ambientes artísticos, enquanto levanta questões...
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| Tipo de recurso: | capítulo de libro |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | España |
| Institución: | Universidad Pablo de Olavide (UPO) |
| Repositorio: | RIO. Repositorio Institucional Olavide |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:rio.upo.es:10433/21990 |
| Acceso en línea: | https://hdl.handle.net/10433/21990 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Sibila Azulejos Gravuras Literatura Virgílio Grabados Virgilio Sibyl Tiles Engravings Literature Virgil |
| Sumario: | A sibila é uma personificação artística e literária de mulheres, que carrega um aspecto universal da transcendência humana: o dom da profecia. De origem mítica, o arquétipo desse personagem está ligado a misteres literários e se manifesta em distintos ambientes artísticos, enquanto levanta questões polêmicas: históricas, antropológicas, iconográficas, teológicas. De origem babilônica, o mito se deslocou para o universo greco-romano e de lá para o restante da Europa e para as colônias ibéricas na América. O seu atributo principal e constitutivo em toda a tradição greco-romana é o status de porta-voz possuída pela divindade, como um canal de comunicação sem mediações entre os níveis divino e humano. Sobreviventes nas mais diversas culturas, as sibilas transitam eficientemente do paganismo, ao judaísmo e ao cristianismo – católico e reformado. Com incontáveis representações em todo o mundo, em diferentes linguagens artísticas e remontando aos mais distintos períodos históricos, as figurações das sibilas não foram muito numerosas em Portugal. Quando se trata de pintura em azulejos, conhecemos apenas uma representação do século XVIII, no Palácio de Belmonte, em Lisboa. O azulejo representa a sibila Cumana, que ao lado de Eneias – cena da obra de Virgílio – o acompanha ao mundo dos mortos para encontrar o seu pai. Este trabalho estuda suas bases iconográficas e iconológicas, transitando entre as gravuras e a literatura. |
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