Sidonio Muralha: memorias autobriográficas de un “homem arrastado”.

O artigo problematiza, a partir da escrita literária, a memória autobiográfica do imigrante e escritor português Sidónio Muralha (nascido em 1920), que, devido ao seu posicionamento político - contrário à ditadura salazarista – deixou sua terra natal, em 1943. A experiência vivida como imigrante, nu...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Boschilia, Roseli‏
Formato: artículo
Fecha de publicación:2013
País:España
Recursos:Universidad de Murcia
Repositorio:DIGITUM. Depósito Digital Institucional de la Universidad de Murcia
OAI Identifier:oai:digitum.um.es:10201/38749
Acesso em linha:http://hdl.handle.net/10201/38749
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Muralha, Sidónio (1920-1982)
Emigración
Inmigración
94 - Historia por países
Descrição
Resumo:O artigo problematiza, a partir da escrita literária, a memória autobiográfica do imigrante e escritor português Sidónio Muralha (nascido em 1920), que, devido ao seu posicionamento político - contrário à ditadura salazarista – deixou sua terra natal, em 1943. A experiência vivida como imigrante, num primeiro momento na África e, posteriormente, no Brasil, onde se fixou a partir de 1962, deu novos contornos à trajetória desse escritor, cuja carreira literária fora iniciada, ainda em Portugal, com a publicação de duas coletâneas de poemas (O Beco e Passagem de nível), no início da década de 1940. Além dos poemas de resistência, contos e outros escritos - a exemplo do romance “O homem arrastado” e o livro de vivências intitulado “A caminhada” - Sidónio também se dedicou à literatura infantil, tendo recebido vários prêmios nacionais e internacionais por sua atuação nesta área. Assim, sua escrita literária, produzida ao longo de quatro décadas, não só revela um claro posicionamento político em defesa dos direitos humanos e no combate ao autoritarismo, mas, constitui, sobretudo, uma fonte privilegiada para refletir historicamente sobre a experiência da emigração e do exílio.