A figuração do poder real no Cancioneiro Geral: o caso de D. João II
Os autores do Cancioneiro Geral participam com os seus versos numa homenagem a D. João II, o Príncipe Perfeito, numa atitude de afirmação do seu poder e superioridade em qualquer domínio. Assistimos às suas aparições como juiz supremo, deus magnífico, galante exemplar e até santo, cujos poderes impl...
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| Tipo de recurso: | capítulo de libro |
| Fecha de publicación: | 2018 |
| País: | España |
| Institución: | Universidad de Santiago de Compostela (USC) |
| Repositorio: | Minerva. Repositorio Institucional de la Universidad de Santiago de Compostela |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:minerva.usc.gal:10347/34606 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/10347/34606 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | 550403 Historia medieval 570107 Lengua y literatura Histoira, Linguística, Ciencias de las Artes y las Letras, Antropologia 550693 Historia de la iglesia literatura 630109 Sociología de la literatura 550504 Heráldica 550613 Historia de la literatura |
| Sumario: | Os autores do Cancioneiro Geral participam com os seus versos numa homenagem a D. João II, o Príncipe Perfeito, numa atitude de afirmação do seu poder e superioridade em qualquer domínio. Assistimos às suas aparições como juiz supremo, deus magnífico, galante exemplar e até santo, cujos poderes implicam não só respeito, mas também adoração e devoção. Tais dimensões do soberano aparecem na compilação como parte de um quadro desenhado com palavras e gestos segundo a estética figurativa da Corte, que vale a pena analisar comparativamente e cuidadosamente à luz das crónicas de García de Resende e Rui de Pina, como em relação a outras obras e documentos contemporâneos ou mesmo elementos heráldicos. O monarca e a nobreza são representados num “cenário” construído com base em rimas – ora em forma de julgamento com figuras ilustres da antiguidade e da atualidade, ora como justas organizadas por ocasião de um casamento principesco, ora para deixar uma memória de um funeral e transferência de exéquias. Trata-se de mostrar a existência e a excelência de um ser supremo antes e “post mortem” através do qual se põe de relevo a ordem do universo que se deseja perpetuar. |
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