Inventários, Narrativas, Fragmentos. (Im)pertinência da historiografia da arte

[por] Abordando alguns exemplos importantes da historiografia da arte portuguesa contemporânea, esta dissertação de doutoramento procura fazer uma reflexão crítica sobre a cristalização de modelos de interpretação em história da arte para além do caso português, com particular foco na história da ar...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Santos, Mariana Pinto dos
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2015
País:España
Institución:Universidad de Barcelona
Repositorio:Dipòsit Digital de la UB
OAI Identifier:oai:diposit.ub.edu:2445/66260
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/2445/66260
http://hdl.handle.net/10803/298715
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Història de l'art
Art contemporani
Estètica
Pintura portuguesa
Art history
Contemporary art
Aesthetics
Portuguese painting
Descripción
Sumario:[por] Abordando alguns exemplos importantes da historiografia da arte portuguesa contemporânea, esta dissertação de doutoramento procura fazer uma reflexão crítica sobre a cristalização de modelos de interpretação em história da arte para além do caso português, com particular foco na história da arte contemporânea. Partindo de autores e conceitos específicos, contrapõem-se hipóteses operativas para a historiografia da arte. Por um lado, pela análise crítica do paradigma da cópia introduzido pela actualmente in.uente historiogra.a da arte norte­americana (criticism), que se a.rmou a partir dos anos setenta do século XX. Essa análise debruça-se sobre a importância que Walter Benjamin teve na consolidação desse paradigma. Por outro lado, contrapõe-se também o valor de uso do autor alemão para repensar a história da arte e o seu objecto, focando-se os seus textos sobre a infância e relações da infância com a história e a memória, em articulação com os seus conceitos operativos mais usados e citados. A re.exão que se apresenta, e que se socorre de outros autores além de Walter Benjamin, propõe a construção de uma história da arte que interpele as ordens dos discursos instituídas e que se autorize na própria construção quer a interpretação com recurso aos instrumentos do seu campo de saber (da sua própria história), quer a insubordinação a esses instrumentos. Uma selecção de pinturas de Eduardo Batarda serve de estudo de caso de uma prática em pintura que finta as classificações historiográficas e se estrutura em palimpsesto, com uma multiplicação infinda de sentidos, falsos sentidos e referências, tornando-se um exemplo eficaz para repensar a historiografia da arte e o seu objecto.