Uma sátira à pessoa e aos costumes num vilancete seguidode trovas e cantiga no "Cancioneiro Geral" de Garcia de Resende

A sátira pode-se dizer que é atemporal, pois se manifesta em qualquer tempo e em qualquer gênero. No poema de formas mistas analisado neste artigo, a sátira é dirigida a um cortesão que ao voltar de Espanha para Portugal porta uma gorra enorme, o que suscita o motejo e esculacho de outros cortesãos....

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Fernandes, Geraldo Augusto
Tipo de recurso: artículo
Fecha de publicación:2024
País:España
Institución:Universidad de Alcalá (UAH)
Repositorio:e_Buah Biblioteca Digital Universidad de Alcalá
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ebuah.uah.es:10017/62343
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10017/62343
https://dx.doi.org/10.37536/RLM.2024.36.1.101071
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Cancioneiro Geral de Garcia de Resende
Sátira a pessoa
Sátira aos costumes
Poemas de formas mistas
Métrica
Retórica
Garcia de Resende’s Cancioneiro Geral
Satire at person
Satire at mores
Mixed-forms poems
Metrics
Rhetoric
Descripción
Sumario:A sátira pode-se dizer que é atemporal, pois se manifesta em qualquer tempo e em qualquer gênero. No poema de formas mistas analisado neste artigo, a sátira é dirigida a um cortesão que ao voltar de Espanha para Portugal porta uma gorra enorme, o que suscita o motejo e esculacho de outros cortesãos. O poema é uma crítica não só à pessoa, mas também aos costumes. Como forma poética, ele inicia com um vilancete seguido de trovas e termina com uma cantiga. O infeliz Lopo de Souza ouvirá mais de trinta poetas contemporâneos chufando em versos de sua desproporcional gorra, que além de demasiado grande tem por pano o veludo, o que não condiz com a estação do ano, o verão. O poema é rico em artifícios estruturais, tais como métrica, rimas, pés quebrados e ritmo; é rico também em recursos retóricos, como se poderá constatar neste artigo.