O despertar do Humanismo Aragonês em Curial e Guelfa

Ao vislumbrarmos o lento apagar das luzes medievais no século XV, percebemos a gradativa laicização dos códigos de valores que nortearam aquela civilização (ética, moral, cortesia, educação cristã, etc.). Nesse sentido, a Literatura oferece ao historiador que se debruça sobre aquele tempo de transiç...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Rasseli, Francis
Tipo de recurso: artículo
Fecha de publicación:2017
País:España
Institución:Universitat Autònoma de Barcelona
Repositorio:Dipòsit Digital de Documents de la UAB
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ddd.uab.cat:181622
Acceso en línea:https://ddd.uab.cat/record/181622
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:História e literatura
Novela de cavalaria
Curial e guelfa
Representação
Humanismo
History and literature
Novel cavalry
Curial and guelfa
Representation
Humanism
Descripción
Sumario:Ao vislumbrarmos o lento apagar das luzes medievais no século XV, percebemos a gradativa laicização dos códigos de valores que nortearam aquela civilização (ética, moral, cortesia, educação cristã, etc.). Nesse sentido, a Literatura oferece ao historiador que se debruça sobre aquele tempo de transição um notável promontório no qual se pode observar a interpenetração dos diferentes tempos históricos, como já nos ensinou Fernand Braudel (1902-1985). É nesse sentido que o estudo da novela (realista) de cavalaria Curial e Guelfa permite esse descortinar da vida nas camadas altas daquele século. Vida nas cortes, vida civilizada, vida polida. Assim, é de nosso interesse analisar como o autor da novela construiu uma determinada imagem idealizada de seu próprio passado, ou seja, como forjou em um texto (belamente escrito) um ideal cavaleiresco - à guisa humanística - ao tomar como modelo paradigmático Pedro III, o Grande (1239-1285), rei de Aragão e de Valência e conde de Barcelona. Para isso, valer-nos-emos da (primeira) tradução para o português realizada por Ricardo da Costa (a convite da Universitat d'Alacant, no seio do projeto internacional IVITRA) trabalho publicado pela Universidade de Santa Bárbara (Califórnia). Nosso aporte teórico será baseado na concepção de que o poder real da Baixa Idade Média foi construído propagandisticamente pelos arautos culturais que cercavam as cortes, tese defendida por José Manuel Nieto Soria, além do conceito de Representação Histórica de Roger Chartier (1945- ).