A cisterna de monte Molião Lagos, Portugal

Conhecida desde o século XIX, a cisterna de Monte Molião constitui o elemento arquitectónico mais destacado do sítio e o único equipamento putativamente público ali documentado até ao momento. A sua escavação em 2011 e 2014 permitiu obter importantes dados sobre a sua tipologia e as técnicas empregu...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Gomes, Francisco B., Pereira, Carlos, Arruda, Ana Margarida
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:España
Recursos:Universidad de Sevilla (US)
Repositorio:idUS. Depósito de Investigación de la Universidad de Sevilla
OAI Identifier:oai:idus.us.es:11441/93862
Acesso em linha:https://hdl.handle.net/11441/93862
https://doi.org/10.12795/spal.2019.i28.21
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Estruturas hidráulicas
Algarve
Época romana
Arquitectura púnica
Arquitectura pública
Hydraulic structures
Roman times
Punic architecture
Public architecture
Descrição
Resumo:Conhecida desde o século XIX, a cisterna de Monte Molião constitui o elemento arquitectónico mais destacado do sítio e o único equipamento putativamente público ali documentado até ao momento. A sua escavação em 2011 e 2014 permitiu obter importantes dados sobre a sua tipologia e as técnicas empregues na sua construção, bem como documentar a estratigrafia correspondente à sua colmatação. Foi assim possível determinar que esta estrutura corresponde ao modelo dito a bagnarola, de origem púnica, podendo datar-se do final da Idade do Ferro ou de Época Romana Republicana, tendo sido sujeita a reparações durante este último período. Por outro lado, o último período de utilização desta cisterna parece ter-se verificado entre o Principado de Augusto e o reinado de Tibério, seguindo-se um período de abandono e o seu eventual entulhamento, datado pelos materiais aqui estudados da segunda metade do século I.