Exibir aquilo que deveria estar oculto: dilemas de uma exposição mbya guarani

Em julho de 2018 foi inaugurada no Museu de Arqueologia e Etnologia da UFPR (MAE) a exposição Nhande Mbya Reko – Nosso jeito de ser guarani, fruto da colaboração entre o MAE e cinco comunidades guarani do litoral do Paraná. No curso do processo curatorial foi escolhido como eixo narrativo a distinçã...

ver descrição completa

Detalhes bibliográficos
Autor: Pérez Gil, Laura
Formato: artículo
Fecha de publicación:2021
País:España
Recursos:Universidad Complutense de Madrid (UCM)
Repositorio:Docta Complutense
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:docta.ucm.es:20.500.14352/128569
Acesso em linha:https://hdl.handle.net/20.500.14352/128569
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:39+572
Museus
Curadoria compartilhada
Mbya Guarani
Exposições etnográficas
Estéticas indígenas
Museos
Acciones colaborativas en museos
Antropología (Sociología)
51 Antropología
Descrição
Resumo:Em julho de 2018 foi inaugurada no Museu de Arqueologia e Etnologia da UFPR (MAE) a exposição Nhande Mbya Reko – Nosso jeito de ser guarani, fruto da colaboração entre o MAE e cinco comunidades guarani do litoral do Paraná. No curso do processo curatorial foi escolhido como eixo narrativo a distinção entre os objetos elaborados para a venda, voltados para o exterior, e os objetos que não devem ser vendidos, preservados no interior. Mostrar, como estratégia para o reconhecimento político, e ocultar, como mecanismo de resistência, se tornam elementos de uma tensão que emerge num contexto em que a política cultural estabelece uma conexão estreita entre autenticidade, legitimidade, visibilidade e eficácia política. No texto se exploram os procedimentos dessa experiência de curadoria compartilhada e a autonarrativa mbya guarani que resulta dela.