O conceito de contemplação na educação monástica medieval : reflexões sobre Bernardo de Claraval

Este artigo reflete sobre o pensamento de Bernardo de Claraval (1090-1153) a fim de compreender a dinâmica da educação monacal cisterciense e sua influência no processo educacional do século XII. À luz da história social, na primeira parte, apresenta alguns aspectos das estruturas sociais da cristan...

Full description

Bibliographic Details
Authors: Oliveira, Terezinha, Cássia Pizoli, Rita de
Format: article
Publication Date:2013
Country:España
Institution:Universitat Autònoma de Barcelona
Repository:Dipòsit Digital de Documents de la UAB
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:ddd.uab.cat:107031
Online Access:https://ddd.uab.cat/record/107031
Access Level:Open access
Keyword:Educação monacal
Cistercienses
Bernardo de Claraval
Monastic Education
Cistercians
Bernard of Clairvaux
Description
Summary:Este artigo reflete sobre o pensamento de Bernardo de Claraval (1090-1153) a fim de compreender a dinâmica da educação monacal cisterciense e sua influência no processo educacional do século XII. À luz da história social, na primeira parte, apresenta alguns aspectos das estruturas sociais da cristandandade medieval ocidental, relacionando o contexto mais amplo com a proposta de reforma monacal cisterciense que encaminhou a Igreja para um momento importante frente ao poder temporal, com o papa Inocêncio III (1198-1216). Bernardo de Claraval tornou-se uma peça chave da reforma eclesial que estava em curso na sua época. Seus sermões revelam a dinâmica entre ação e contemplação e, por meio delas, podemos perceber a influência do autor na direção da sociedade, propondo valores como fé e amor autênticos, consciência de si, gosto pela pureza espiritual e a reafirmação da figura humana como imagem e semelhança de Deus. Essa visão humanista cristã e a valorização do conhecimento interior, como consciência de si, foram os fundamentos para o movimento místico desenvolvido pelos cistercienses. Por fim, o texto apresenta reflexões a respeito do Sermão sobre a Vigília do Natal para explicitar a devoção à humanidade de Jesus como uma das bases teológicas para a aprendizagem do itinerário de ascese para a contemplação, entendida como capacidade psíquica desenvolvida pelos monges para alcançar a unidade entre afetividade e razão.