Jornalismo de proximidade: a cobertura noticiosa do Jornal do Centro aos incêndios de outubro de 2017 na região de Viseu (Portugal)

Portugal tem sido identificado como um dos países mais devastados pelos incêndios rurais. Na última década este fenómeno tem vindo a piorar, não só pela dimensão e brutalidade do fogo, mas também pelas consequências irreparáveis para as comunidades, levando sempre a um interesse especial por parte d...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Midões, Miguel, Reis, Ana Isabel, Pereira, Filipa Rodrigues, Torres Guerra, Raquel
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:España
Institución:Universidad de Sevilla (US)
Repositorio:idUS. Depósito de Investigación de la Universidad de Sevilla
OAI Identifier:oai:idus.us.es:11441/172933
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/11441/172933
https://doi.org/10.12795/Ambitos.2025.i67.12
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Media locais
Jornalismo de proximidade
Incêndios
Fontes de informação
Local media
Proximity journalism
Fires
Information sources
Descripción
Sumario:Portugal tem sido identificado como um dos países mais devastados pelos incêndios rurais. Na última década este fenómeno tem vindo a piorar, não só pela dimensão e brutalidade do fogo, mas também pelas consequências irreparáveis para as comunidades, levando sempre a um interesse especial por parte dos órgãos de comunicação social nacionais e também locais. Em situações de crise, como “grandes incêndios”, à semelhança dos media nacionais, também os media locais portugueses tendem a fazer uma cobertura negativa numa fase inicial. Em fase posterior, o teor é positivo ou neutro, apostando numa abordagem às medidas de precaução e defesa neste tipo de situações. Este estudo de caso descritivo e exploratório permite retirar evidências pertinentes acerca da rotina produtiva dos medialocais em situações de crise, como é o caso dos incêndios rurais. Numa análise quantitativa a 24 edições do Jornal do Centro, de Viseu (Portugal), num total de 98 artigos, percebe-se o recurso frequente à notícia, ainda que de grandes dimensões, privilegiando a fonte única, por ser também em termos de rotina produtiva mais acessível e económico. A reportagem não assume expressividade, constatando-se um “jornalismo sentado”. Apesar de estar presente a voz do comum cidadão, são as fontes oficiais que detêm maior atenção, sobretudo as que estão ligadas ao poder local, como as autarquias, e também as fontes relacionadas com o comando dos bombeiros ou as associações humanitárias.