O Estado e as políticas territoriais na Bahia: entre o discurso e a prática

De que forma as ideologias espaciais foram assimiladas na relação entre o Estado e o território na Bahia, diante do contexto federativo brasileiro e da globalização econômica, na fase neoliberal? Essa foi a questão que motivou a realização dessa pesquisa. O objetivo maior foi investigar as ideologia...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Vieira, Vanessa da Silva
Tipo de recurso: tesis doctoral
Fecha de publicación:2018
País:España
Institución:Universidad de Santiago de Compostela (USC)
Repositorio:Minerva. Repositorio Institucional de la Universidad de Santiago de Compostela
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:minerva.usc.gal:10347/18031
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10347/18031
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Materias::Investigación::54 Geografía::5403 Geografía humana::540305 Geografía política
Materias::Investigación::54 Geografía::5404 Geografía regional::540401 Geografía urbana
Descripción
Sumario:De que forma as ideologias espaciais foram assimiladas na relação entre o Estado e o território na Bahia, diante do contexto federativo brasileiro e da globalização econômica, na fase neoliberal? Essa foi a questão que motivou a realização dessa pesquisa. O objetivo maior foi investigar as ideologias geográficas que alimentaram as estratégias discursivas elaboradas pelo governo do estado da Bahia, para justificar as políticas territoriais que compuseram os Planos Plurianuais. A hipótese foi que a natureza das instituições político-partidárias influenciaram na composição das estratégias discursivas, via assimilação das ideologias espaciais advindas dos contextos especificados e moldaram a essência das políticas territoriais. O exercício da análise deu-se face a totalidade social no campo das ciências humanas, que permitiu transitarmos do universal ao singular. Assim o “esquema aplicável” para essa pesquisa foi composto das seguintes especificações: 1) Afirmação abstrata (o universal) - “a produção material do espaço” e “a territorialidade” são alicerçada pelas “ideologias espaciais”; 2) Concreção (o particular) – as ideologias espaciais representadas no território baiano, no contexto federativo brasileiro, a partir da Constituição Federal de 1988, e de globalização econômica neoliberal; 3) Singularidade (o concreto) – as ideologias espaciais, os discursos normativos que orientaram os instrumentos de planejamento e alimentaram as políticas territoriais da Bahia, adotadas em cada governo analisado, refletidas no modelo de desenvolvimento e no modelo de gestão e que atuaram na definição da territorialidade. Constatou-se um sentido teleológico tanto em relação às lideranças políticas carlistas que se associaram, estritamente, com as elites empresarias; como na associação das lideranças políticas petistas, que passaram a incluir as bases populares na elaboração do planejamento e no processo de gestão. As associações buscaram uma territorialidade que garantisse a manutenção desses governos na liderança política do estado da Bahia.