A construção do conhecimento europeu sobre a China, c. 1500 - c. 1630. Impressos e manuscritos que revelaram o mundo chinês à Europa culta
Com a chegada dos navios de Vasco da Gama ao litoral indostânico (1498), a conquista do grande empório marítimo de Malaca por Afonso de Albuquerque (1511) e o primeiro desembarque português nas costas da província chinesa de Guangdong (1513), a Europa passou a dispor das condições necessárias para r...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2003 |
| País: | España |
| Institución: | CBUC, CESCA |
| Repositorio: | TDR. Tesis Doctorales en Red |
| OAI Identifier: | oai:www.tdx.cat:10803/4951 |
| Acceso en línea: | http://www.tdx.cat/TDX-1222103-160816 http://hdl.handle.net/10803/4951 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Europa Séculos XVI-XVII China Ciències Socials 91 |
| Sumario: | Com a chegada dos navios de Vasco da Gama ao litoral indostânico (1498), a conquista do grande empório marítimo de Malaca por Afonso de Albuquerque (1511) e o primeiro desembarque português nas costas da província chinesa de Guangdong (1513), a Europa passou a dispor das condições necessárias para retomar, em condições regulares, a aprendizagem empírica da realidade geográfica da China que fora interrompida em meados do século XIV, com o termo da Pax Mongolica. Centraremos este estudo no levantamento e na análise dos principais testemunhos textuais e cartográficos que contribuíram para dar a conhecer o mundo chinês aos europeus cultos de c. 1500 a c. 1630. A dissertação encontra-se dividida em duas partes. <br/>Na Parte I, caracterizaremos os cenários geográficos e os vários quadros políticos, económicos e sociais que quer na Europa, quer na Ásia influenciaram o aparecimento e o conteúdo dos documentos que seleccionámos. Entre outras matérias, passaremos em revista as seguintes: <br/>(1) as comunidades mercantis e os circuitos comerciais estabelecidos nos Mares da Ásia no início do século XVI; <br/>(2) a conjuntura chinesa vigente no mesmo momento e as consequências associadas à longa tradição marítima deste país; <br/>(3) o processo de construção do Estado Português da Índia ao longo do período considerado; <br/>(4) as principais fases da aproximação e estabelecimento luso nas costas da China durante o mesmo intervalo de tempo; <br/>(5) as consequências resultantes da instalação de espanhóis, ingleses e holandeses no Oceano Índico e no Extremo Oriente que veio a suceder na transição do século XVI para o século XVII.<br/>Na Parte II, conferiremos cada documento ou conjunto específico de documentos orientados por nove perguntas obrigatórias: <br/>(1) Onde foi recolhida a nova informação aí contida?<br/>(2) Quem recolheu esses mesmos dados?<br/>(3) Para quem, por ordem de quem ou com que objectivo o fez?<br/>(4) De que modo se caracterizam e evoluem os principais tópicos informativos escrutinados?<br/>(5) Quais os centros europeus que, em cada momento, receberam e divulgaram os novos conhecimentos, assim como a geografia daqueles que se mantiveram excêntricos em relação ao processo em causa?<br/>(6) Partindo do anterior, quais os ritmos de registo e transmissão das notícias sobre a China no interior do intervalo de tempo considerado?<br/>(7) De que modo tais ritmos se associam à qualidade da informação escrita transmitida, à organização interna dos registos e à maturação de vários dos modelos discursivos envolvidos?<br/>(8) Qual o sentido das intertextualidades eventualmente presentes nos documentos?<br/>(9) Qual o sentido de possíveis sobreposições entre o novo saber empírico relativo à China obtido pelo movimento dos Descobrimentos e da Expansão europeia e os conceitos alusivos ao Extremo Oriente herdados das culturas científicas clássica e medieval? |
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