O Culto e a destruição das estátuas antigas nas sociedades árabe-islâmicas contemporâneas
[PT] Este trabalho analisa a recepção das estátuas antigas nas sociedades árabeislâmicas considerando seis estudos de caso que evidenciam seu valor e vigência, da época medieval até os dias atuais: a construção de uma estátua faraônica, de Ramsés II, no Cairo, durante o governo de Nasser, e sua rece...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2025 |
| País: | España |
| Institución: | Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC) |
| Repositorio: | DIGITAL.CSIC. Repositorio Institucional del CSIC |
| OAI Identifier: | oai:digital.csic.es:10261/385108 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/10261/385108 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Recepção Islã Iconoclastia Medieval Nacionalismo Colonianismo Orientalismo Recepción Islam Iconoclasta National cultures |
| Sumario: | [PT] Este trabalho analisa a recepção das estátuas antigas nas sociedades árabeislâmicas considerando seis estudos de caso que evidenciam seu valor e vigência, da época medieval até os dias atuais: a construção de uma estátua faraônica, de Ramsés II, no Cairo, durante o governo de Nasser, e sua recente transferência, entre as massas, ao novo museu arqueológico; a descoberta de uma estátua de Dario, em 1972, em Susa e seu papel simbólico como peça de destaque do museu arqueológico de Teerã; a estátua moderna de Zenóbia e sua exibição em Damasco, no ano de 2015, no contexto da guerra civil na Síria; a construção de uma estátua dedicada a Kahina, em 2003, no território argelino de Baghai e seu incêndio, em 2016, resultante de conflitos políticos e religiosos entre comunidades (árabes e berberes) e países (Argélia e França); o vídeo de destruição do Museu Arqueológico de Mossul gravado pelos militantes do DAESH em 2015; a exibição inaugural do Abu Dabi Louvre Museum, em 2017, com uma destacada presença da estatuária clássica. A estátua desempenha um papel determinante na reafirmação identitária de certos coletivos ou regimes políticos, e seu significado se constrói tanto a partir de discursos historiográficos ancorados no suposto rechaço, por parte do Islã, às representações figuradas quanto pelo conjunto de respostas que a estatuária suscita. Venerada ou destruída, a estátua forma parte de uma onda iconoclasta atual e que ressoa sobre os debates globais sobre o patrimônio, as identidades, sua representatividade e a revisão da História. |
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