Fordlândia Malaise (Susana de Sousa Dias, 2019)
O extrativismo predatório olha para o meio ambiente como um fornecedor de recursos, como se a terra apenas existisse para produzir. Esse olhar ficou registrado nos arquivos coloniais e neocoloniais que artistas como Susana de Sousa Dias exploram agora à procura de imagens que possam “revelar algo qu...
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| Tipo de recurso: | capítulo de libro |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | España |
| Institución: | Universidad de Santiago de Compostela (USC) |
| Repositorio: | Minerva. Repositorio Institucional de la Universidad de Santiago de Compostela |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:minerva.usc.gal:10347/46047 |
| Acceso en línea: | https://hdl.handle.net/10347/46047 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Estudos Fílmicos Cinema Portugués Susana de Sousa Dias Fordlândia Malaise Paisagem Amazónia Imagens Ambientais Imagens de Arquivo 620301 Cinematografía 550602 Historia del arte |
| Sumario: | O extrativismo predatório olha para o meio ambiente como um fornecedor de recursos, como se a terra apenas existisse para produzir. Esse olhar ficou registrado nos arquivos coloniais e neocoloniais que artistas como Susana de Sousa Dias exploram agora à procura de imagens que possam “revelar algo que ficou oculto, que não se vê ou do que não se fala”. A sua médio-metragem Fordlândia Malaise (2019) começa precisamente com uma montagem intersticial de fotografias realizadas pelos colonos norte-americanos que tentaram criar uma company town na Amazonia com o intuito de produzir borracha para a Ford Motor Company entre 1927 e 1945. Aquele empreendimento não correu bem, mas criou um lugar —Fordlândia— onde as atividades humanas continuaram até hoje. Frente ao olhar extrativista daqueles colonos, as imagens ambientais filmadas pela realizadora neste lugar em 2018 tentam representar os tempos da paisagem —o antes e o depois do empreendimento norte-americano— através de diferentes estratégias de encenação, entre as que salienta o contraste entre os planos aéreos, filmados com uma câmara-drone, e os testemunhos sonoros dos moradores do lugar. A natureza, entretanto, aparece sempre como uma realidade incontornável que desborda a experiência de todas as pessoas que passaram por Fordlândia, incluída a própria realizadora. Este capítulo, portanto, propõe analisar as estratégias de encenação utilizadas neste filme para refletir sobre o confronto entre diferentes olhares e relatos que ainda hoje condicionam a percepção da natureza amazónica em geral e deste lugar em particular. |
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