De geido a geijutsu. O caminho da arte e a arte como caminho na Escola de Kioto

A palavra japonesa geidō 芸道 é formada por dois caracteres: o primeiro remete à “habilidade” ou “capacidade” de executar algo e o segundo a uma “via” ou “caminho”, de maneira que poderia ser traduzida por “via da arte”. Como observou Hisamatsu Shin’ichi em um diálogo com Martin Heidegger, “via”, aqui...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Bouso García, Raquel, 1973-
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:España
Institución:Universitat Pompeu Fabra
Repositorio:Repositorio Digital de la UPF
OAI Identifier:oai:repositori.upf.edu:10230/58828
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10230/58828
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Nishida
Zen-budismo
Heidegger
Arte
Descripción
Sumario:A palavra japonesa geidō 芸道 é formada por dois caracteres: o primeiro remete à “habilidade” ou “capacidade” de executar algo e o segundo a uma “via” ou “caminho”, de maneira que poderia ser traduzida por “via da arte”. Como observou Hisamatsu Shin’ichi em um diálogo com Martin Heidegger, “via”, aqui, não significa simplesmente “método”, mas mantém uma profunda relação com a vida. No entanto, para nomear a “arte” no sentido moderno “ocidentalestético”, emprega-se, em japonês, o neologismo geijutsu 芸術. O segundo caráter, neste caso, contém mais claramente o significado de “método” ou “técnica”, além de “êxito/realização” e “destreza”. Partindo das distintas conotações que os dois termos evocam, propomo-nos a examinar a concepção tradicional e moderna da arte, no Japão, à luz das reflexões dos filósofos da Escola de Kioto sobre o “lugar do nada” (mu no basho 無の場所) como “campo expressivo” (hyōgenteki sekai表現的世界). Com isso, tentaremos mostrar a correspondência existente entre a concepção de arte como poiesis, ou autoexpressão criativa, de alguns desses filósofos e a compreensão tradicional japonesa da arte como via.