Democracia e ciberativismo: 10 anos depois das Jornadas de Junho de 2013

As Jornadas de Junho ocorridas em 2013 no Brasil marcaram profundamente os rumos da política, da democracia e do jornalismo no país. Passados dez anos da onda de manifestações, o cenário que se desenha é de crise democrática, com forte polarização política e impactos diversos no jornalismo profissio...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Grossi, Angela Maria, Piza, João Pedro de Toledo, Ito, Liliane de Lucena
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:España
Recursos:Universidad de Sevilla (US)
Repositorio:idUS. Depósito de Investigación de la Universidad de Sevilla
OAI Identifier:oai:idus.us.es:11441/153738
Acesso em linha:https://hdl.handle.net/11441/153738
https://doi.org/10.12795/Ambitos.2024.i63.04
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Jornadas de Junho
Democracia
Populismo
Ciberativismo
Jornalismo
June journeys
Democracy
Populism
Cyberactivism
Journalism
Descrição
Resumo:As Jornadas de Junho ocorridas em 2013 no Brasil marcaram profundamente os rumos da política, da democracia e do jornalismo no país. Passados dez anos da onda de manifestações, o cenário que se desenha é de crise democrática, com forte polarização política e impactos diversos no jornalismo profissional. O artigo tem como objetivos apontar as mudanças ocorridas na democracia brasileira no período de 2013-2023; compreender os impactos do neoconservadorismo nos grupos de poder, em especial os radicais de direita; e entender o papel do ativismo digital nas mídias independentes, em contraponto à atuação de veículos hegemônicos. A metodologia se ampara na pesquisa bibliográfica e documental, além de estudos de caso sobre a atuação de dois veículos jornalísticos: Folha de S. Paulo e Mídia Ninja. O primeiro, de caráter hegemônico, mostrou diferentes posicionamentos durante o mês de manifestações; já o segundo, mídia independente e radical, inovou na forma de transmissão dos acontecimentos, com lives realizadas em meio aos protestos. Dentre os resultados, observa-se a centralidade do ciberativismo enquanto instrumento tanto para a ascensão de populismo e do neoconservadorismo como também combustível ao crescimento de outros veículos de mídia independentes. Além disso, observa-se a escalada de princípios antidemocráticos legitimados sobretudo por lideranças autoritárias.