Cultivando regeneração

Vivemos globalmente uma crise sistêmica e multifacetada, que tem como uma de suas bases o paradigma econômico dominante. Sua superação implica, entre outras medidas, considerar lógicas econômicas que favoreçam dinâmicas regenerativas. Este artigo propõe uma síntese da lógica econômica da agroflorest...

Full description

Bibliographic Details
Authors: Costa Proença, Lucio, Pacheco da Costa Proença, Rossana|||0000-0001-6149-8752
Format: article
Publication Date:2023
Country:España
Institution:Universitat Autònoma de Barcelona
Repository:Dipòsit Digital de Documents de la UAB
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:ddd.uab.cat:281364
Online Access:https://ddd.uab.cat/record/281364
Access Level:Open access
Keyword:Economía ecológica
Economía regenerativa
Agroecologia
Políticas públicas ambientais
Agroecología
Agricultura regenerativa
Politicas publicas ambientales
Economia ecológica
Economia regenerativa
Agroecology
Regenerative agriculture
Environmental policy
Regenerative economics
Description
Summary:Vivemos globalmente uma crise sistêmica e multifacetada, que tem como uma de suas bases o paradigma econômico dominante. Sua superação implica, entre outras medidas, considerar lógicas econômicas que favoreçam dinâmicas regenerativas. Este artigo propõe uma síntese da lógica econômica da agrofloresta sucessional, relacionada com aspectos ecológicos e sociais. A síntese é discutida a partir de estudo de observação participante em três sistemas agroflorestais brasileiros com diferentes características socioeconômicas: neorrurais, agricultores familiares em assentamento de reforma agrária e produtores de commodities em larga escala. A discussão dos resultados à luz da literatura resulta em duas proposições sobre o potencial regenerativo da agrofloresta sucessional: 1) a sucessão ecológica da agrofloresta corresponde a uma sucessão econômica, com tendência crescente de benefícios sistêmicos, em especial com o desenvolvimento e o manejo do componente arbóreo; 2) são necessárias políticas públicas de apoio para que a sucessão econômica da agrofloresta e seus benefícios potenciais se materializem na escala da sociedade, tais como o apoio ao desenvolvimento de cadeias de valor regionais para produtos florestais madeireiros e não-madeireiros, legislação adequada para favorecer o cultivo de espécies nativas, bem como tributação que reconheça a importância de sistemas intensivos em mão-de-obra. Argumenta-se que os benefícios sistêmicos da agrofloresta são de interesse da sociedade, não apenas dos produtores e consumidores diretos destes sistemas, sendo, portanto, necessárias políticas públicas que reconheçam e favoreçam estes benefícios.