O desenho da figura humana e o desenho da pessoa doente na avaliação psicológica de crianças hospitalizadas

O presente estudo teve como objetivo a avaliação psicológica de crianças hospitalizadas por meio do Desenho da Figura Humana (DFH) e do Desenho da Pessoa Doente (DPD) usando os Indicadores Emocionais e Indicadores Maturacionais de Koppitz (1973) e o levantamento de elementos complementares relativos...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Freitas, Paulo Gonçalves de
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2008
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-09062008-161059
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47131/tde-09062008-161059/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:children - hospital care
crianças hospitalizadas
desenho de figuras humanas
human figures drawing
indicadores emocionais de Koppitz
Koppitz emotional indicators
projective techniques
técnicas projetivas
Descripción
Sumario:O presente estudo teve como objetivo a avaliação psicológica de crianças hospitalizadas por meio do Desenho da Figura Humana (DFH) e do Desenho da Pessoa Doente (DPD) usando os Indicadores Emocionais e Indicadores Maturacionais de Koppitz (1973) e o levantamento de elementos complementares relativos à doença e à hospitalização. A amostra foi composta por 120 crianças de ambos os sexos, com faixa etária de 7 a 11 anos, divididas em dois grupos, um grupo de crianças hospitalizadas e outro de escolares. Os resultados indicaram que os dois desenhos das crianças hospitalizadas apresentaram um número maior de Indicadores Emocionais do que as escolares e menor média nos Indicadores Maturacionais, mostrando um maior comprometimento no primeiro grupo. Os Indicadores Emocionais com diferenças significantes no DFH foram figura pequena e pernas fechadas, mais freqüentes nas crianças hospitalizadas. Quanto aos Indicadores Maturacionais foram observadas diferenças significantes entre os dois grupos, a favor do grupo de escolares, tanto no DFH como no DPD. Nos dois grupos e também na amostra total, o DFH apresentou uma produção mais elaborada, em comparação com o DPD. No DPD os Indicadores Emocionais com maior freqüência do que no DFH foram integração pobre, sombreamento no rosto, sombreamento no corpo/membros, sombreamento no rosto/pescoço, figura pequena, mãos cortadas e omissão de pescoço. No DPD das crianças hospitalizadas ficou evidente a presença dos elementos complementares caracterizando doenças mais graves em relação ao DPD dos escolares, com mais representação do ambiente hospitalar, de objetos de procedimentos hospitalares, restrição de atividade, figura debilitada, expressão de tristeza e expressão de choro/dor. Pode-se concluir que o uso do DPD como instrumento de avaliação psicológica de crianças hospitalizadas permite emergir maior quantidade de indicadores de perturbação emocional em comparação ao DFH. Portanto, pode-se considerar que o DPD mostra-se como uma técnica eficaz para a avaliação de crianças hospitalizadas.