Comportas abertas para o risco: análise geográfica da inundação brusca ocorrida em Areal, RJ, em 12 de janeiro de 2011

Numa contemporaneidade na qual as estatísticas apontam o incremento dos chamados desastres naturais em todo o mundo, sobretudo em nações como o Brasil, onde o crescente adensamento populacional nas cidades faz delas as áreas preferenciais para a realização das catástrofes, especialmente quando marca...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Muniz, Emerson de Oliveira
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2013
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Repositorio:Repositório Institucional da UFJF
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:hermes.cpd.ufjf.br:ufjf/1407
Acceso en línea:https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/1407
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::GEOGRAFIA
Risco
Inundação brusca
Areal - RJ
Risk
Flash flood
Areal- RJ
Descripción
Sumario:Numa contemporaneidade na qual as estatísticas apontam o incremento dos chamados desastres naturais em todo o mundo, sobretudo em nações como o Brasil, onde o crescente adensamento populacional nas cidades faz delas as áreas preferenciais para a realização das catástrofes, especialmente quando marcadas pela desigualdade social e pela baixa capacidade institucional de prevenção e gerenciamento desses fenômenos. A presente pesquisa faz uma interpretação geográfica do evento de inundação brusca ocorrido na cidade de Areal – RJ no dia 12 de janeiro de 2011, diretamente vinculado à catástrofe socioambiental que se processou na Região Serrana do estado naquela data. A partir da experiência vivenciada pelo próprio autor como testemunha e vítima do desastre em Areal, o trabalho registra como o evento se processou no tempo e no espaço e discute numa proposta integradora as condicionantes físicas e socioinstitucionais relacionadas ao fato da cidade ter tido a quase totalidade de sua área urbana fortemente impactada pela inundação. Dentre as condicionantes analisadas ressalta-se a presença e a operação da barragem Morro Grande, um reservatório para aproveitamento hidrelétrico a montante e próximo da área urbana do município. Duas paisagens são consideradas na interpretação, a da bacia hidrográfica do rio Piabanha e a da área urbana do município de Areal, cidade localizada no curso médio do rio que dá nome à bacia. As interações natureza-sociedade na geração do desastre, o mapeamento da área urbana afetada no evento de 2011, a análise da capacidade político-institucional de resposta à crise e o ordenamento urbano de Areal no engendramento de riscos são aspectos averiguados na pesquisa. Com base na proposta de Libaut (1971), a metodologia obedeceu quatro etapas seqüenciadas e empregou técnicas de trabalho de campo, entrevistas e mapeamento da área inundada. A pesquisa conclui que o evento na cidade foi de grande porte, deflagrado por um contexto de exceção na dinâmica flúvio-meteorológica regional, mas amplificado por fatores ligados à própria espacialidade local.