LUCRECIO E ESPINOSA OU CLINAMEN E CONATUS

Este artigo compara e contrasta dois conceitos filosóficos provenientes de distintas linhagens de pensamento: de um lado, o clinamen de Lucrécio; do outro, o conatus de Espinosa. O que fomentou minha pesquisa foi uma conjugação dessas noções tal como proposto por Deleuze no apêndice de seu Logique d...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Dotto, Pedro Mauricio Garcia
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Cadernos Espinosanos (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/149491
Acceso en línea:https://revistas.usp.br/espinosanos/article/view/149491
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Lucretius
Spinoza
Clinamen
Conatus
Freedom
Necessity
Lucrécio
Espinosa
Liberdade
Necessidade
Descripción
Sumario:Este artigo compara e contrasta dois conceitos filosóficos provenientes de distintas linhagens de pensamento: de um lado, o clinamen de Lucrécio; do outro, o conatus de Espinosa. O que fomentou minha pesquisa foi uma conjugação dessas noções tal como proposto por Deleuze no apêndice de seu Logique du sens. Nesse sentido, a primeira seção está orientada tendo em vista uma elucidação da filosofia de Lucrécio — consequentemente, também a de Epicuro — e, especificamente, uma interpretação do desvio dos átomos ou clinamen em combinação com o tópico da liberdade. A segunda seção se dedica a clarificar a metafísica de Espinosa e a acomodação do tema da liberdade dentro de seu robusto enquadramento necessitário, entrelaçado com o motivo do conatus ou esforço de auto-preservação. Contra a leiture de Deleuze, entretanto, argumentarei que clinamen e conatus pertencem à sistemas metafísicos que são praticamente incompatíveis e que corroboram um entendimento diferente sobre liberdade e necessidade.