| Sumario: | Neste artigo propomos uma leitura das performances Oblação e A outra coleção particular de Stéfano Belo, de modo a propor um diálogo com certos elementos do pensamento de Gilles Deleuze e Félix Guattari. Neste caso, trabalharemos com os conceitos de corposemórgãos e a reflexão sobre o julgamento.Em menor grau, também dialogaremos com Michel Foucault eFranz Kafka. Nossa hipótese de leitura é que ambas as performances dizem respeito às formas de organização dos corpos e da subjetivação operantes no interior das sociedades capitalistas contemporâneas, assim como desenvolvem formas de resistências que não passam por qualquer tentativa de recuperação de elementos originários dos corpos. Em ambos os casos, trata-se de desorganizar as formas de corpos promovidas por regimes hegemônicos, e de experimentar formas de estar consigo e com os outros. Os escritos dos autores mencionados podem fornecer algumas indicações tanto para a crítica das subjetivações hegemônicas, quanto para a construção de formas de uma vida outra. Concluímos com a extensão dessa análise para diagnosticar parte do panorama político contemporâneo brasileiro, integrando assim as duas performances numa panorama ético-político mais amplo.
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