Habitar ruínas. O bairro da 28 (Centro Histórico de Salvador) nas memórias de seus habitantes
Este artigo reproduz fragmentos de memórias de antigas habitantes de um bairro no Centro Histórico de Salvador (CHS), a 28. Nelas, o bairro de velhos casarões e enorme pobreza era cheio de vida e animação, comércio vibrante, pessoas estranhas e densa imbricação entre vizinhos. A reforma promovida pe...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Revista Iluminuras |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:seer.ufrgs.br:article/110533 |
| Acceso en línea: | https://seer.ufrgs.br/index.php/iluminuras/article/view/110533 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Centro histórico de Salvador (CHS). Habitar. Bairro. Memórias. Ruínas. Antropologia social |
| Sumario: | Este artigo reproduz fragmentos de memórias de antigas habitantes de um bairro no Centro Histórico de Salvador (CHS), a 28. Nelas, o bairro de velhos casarões e enorme pobreza era cheio de vida e animação, comércio vibrante, pessoas estranhas e densa imbricação entre vizinhos. A reforma promovida pelo Estado da Bahia destruiu esse espaço em nome da salvaguarda do patrimônio cultural da humanidade. Sem comércio e sem gente, restam apenas ruínas do antigo bairro, habitado por um pequeno número de antigos moradores. Estas páginas revelam dois paradoxos: de um lado, uma intervenção estatal que, sob a lógica patrimonialista, pretendia salvar as ruínas que, na lógica do habitante da 28, nunca existiram; do outro, uma luta por parte das antigas moradoras para permanecerem no espaço habitado havia décadas, que lhes permitiu ganhar o direito de uso de casas reformadas, porém, tendo de ver seu bairro virar o que o grosso da população sempre viu nele: ruínas. |
|---|