Elite política em movimento: ministros de Estado e Poder Executivo na Primeira República
O tema desta pesquisa é a elite política nacional da Primeira República (1889-1930). A questão foi abordada a partir da realização de um estudo prosopográfico dos ministros de Estado. As informações foram obtidas em repositórios de informações biográficas. Os objetivos foram: a) descrever a origem g...
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Fundação Getulio Vargas (FGV) |
| Repositorio: | Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.fgv.br:10438/33149 |
| Acceso en línea: | https://hdl.handle.net/10438/33149 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Elite política Ministros de Estado Prosopografia Primeira República Poder Executivo Political elite Ministers of state Prosopography First Republic Elites políticas - Brasil Poder executivo Brasil - História - República Velha, 1889-1930 |
| Sumario: | O tema desta pesquisa é a elite política nacional da Primeira República (1889-1930). A questão foi abordada a partir da realização de um estudo prosopográfico dos ministros de Estado. As informações foram obtidas em repositórios de informações biográficas. Os objetivos foram: a) descrever a origem geográfica e socioeconômica, as trajetórias de formação e carreira, as redes sociais e políticas e o comportamento político dos membros da elite política que integraram os espaços institucionais do Poder Executivo; b) verificar as correlações entre a ascensão e a subs-tituição das elites políticas e a construção, a consolidação, as tensões e a crise do sistema oli-gárquico; c) analisar particularmente a relação entre a elite política e as questões decorrentes da construção do Estado, da dinâmica do federalismo e da consolidação e do desenvolvimento das instituições republicanas nacionais; d) definir o lugar da elite política do Poder Executivo na correlação de forças institucionais do regime republicano. Concluímos que elite política nacional da Primeira República teve características próprias, e não se configurou apenas como uma continuidade da elite política imperial. Esta transformação manteve relação dialética com os processos políticos de construção do Estado, do federalismo e do desenvolvimento das instituições. De modo que ao mesmo tempo que a elite política influenciava a tomada das de-cisões e a própria feição do regime, foi por este inversamente modelada. A análise colocou em evidência a natureza desta relação ao demonstrar a correlação entre dois processos. De um lado, a racionalização e especialização do Estado, o reforço gradativo do Poder Executivo e a convergência das disputas e tensões entre os estados-atores do federalismo oligárquico para o espaço institucional do Poder Executivo, em particular os ministérios. De outro, a diversifica-ção da formação superior e das ocupações dos quadros ministeriais e a constituição de trajetó-rias de carreiras com perfil executivo. O argumento é original ao atribuir à transformação da elite política, enfocando não as negociações que antecediam as campanhas ou exercício da presidência em si mas os ministérios, a busca de maior integração do poder e da monopoliza-ção do Poder Executivo que caracterizaram os anos finais do regime, levaram à sua crise e substituição em 1930. |
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