Notas sobre o conceito de educação política em ensaios de intervenção pública de Theodor W. Adorno
Esta dissertação versa sobre o conceito de educação na obra de Theodor W. Adorno (1903- 1969), tendo como principal material de análise dois ensaios do autor sobre o tema, O que significa elaborar o passado e Educação após Auschwitz. Nosso principal argumento é que Adorno pensa a educação contemporâ...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2009 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-24112009-151141 |
| Acceso en línea: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-24112009-151141/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Adorno Auschwitz Educação Education Enlightenment Esclarecimento Psicanálise Psychoanalysis |
| Sumario: | Esta dissertação versa sobre o conceito de educação na obra de Theodor W. Adorno (1903- 1969), tendo como principal material de análise dois ensaios do autor sobre o tema, O que significa elaborar o passado e Educação após Auschwitz. Nosso principal argumento é que Adorno pensa a educação contemporânea como um momento privilegiado da Aufklärung para intervir politicamente na relação entre indivíduo e sociedade; ou melhor, na forma em que esta relação encontra-se configurada histórica e socialmente sob o capitalismo tardio. Para que uma tal intervenção seja possível, Adorno assevera que a educação deve ter em conta, como seu ponto de partida, o diagnóstico histórico de que o progresso do esclarecimento reverteu-se no seu contrário, na barbárie que irrompeu no seio da cultura na metade do século XX e que tem no acontecimento Auschwitz seu signo histórico. É a partir deste diagnóstico que o autor tenta fundamentar que o principal fim da educação no presente consiste em evitar a repetição deste acontecimento. O argumento-chave de Adorno, segundo nossa interpretação, é que, tendo em vista esta finalidade negativa, a educação deve realizar uma inflexão em direção ao sujeito que vise esclarecer para os próprios sujeitos as condições objetivas e subjetivas que permitiram a regressão à barbárie que culminou em Auschwitz. Desta maneira, a educação é pensada como um processo de esclarecimento subjetivo, através de uma intervenção pública no presente reificado, enquanto uma forma de fortalecimento da capacidade de resistência do indivíduo frente à pressão de uma totalidade social que o impele a uma adaptação ao existente. |
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