Ensino de história, medievalismo e etnocentrismo
Este artigo quer compreender como se constitui e funciona um dispositivo de subjetivação que tem produzido, através do ensino de História, modos de olhar para a civilização medieval. Trata-se do dispositivo da medievalidade, o qual implica uma série de estratégias discursivas enunciadas de formas di...
| Autor: | |
|---|---|
| Formato: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2012 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/288027 |
| Acesso em linha: | http://hdl.handle.net/10183/288027 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | História Etnocentrismo Teaching of history Medievalism Ethnocentrism |
| Resumo: | Este artigo quer compreender como se constitui e funciona um dispositivo de subjetivação que tem produzido, através do ensino de História, modos de olhar para a civilização medieval. Trata-se do dispositivo da medievalidade, o qual implica uma série de estratégias discursivas enunciadas de formas diversas, dentre as quais, as publicações didáticas de História para o ensino fundamental, que teriam como enunciação a idéia de que a Idade Média teria sido uma época de Trevas, espaço da “infância das nações”, onde ainda os homens viviam num estado de ingenuidade e quase selvageria. O artigo examina o discurso que tem moldado a maneira como a nossa sociedade tem transmitido o conhecimento sobre o mundo medieval, no sentido de discutir as estratégias discursivas através das quais a noção de Idade das Trevas tem sido construída e transmitida às novas gerações,nas salas de aula de História. Trata-se, portanto, de uma discussão que decorre de uma pesquisa já realizada e que aqui se apresenta para lançar o debate acerca das relações do modo como se tem olhado para a Idade Média e do modo como se tem construído as histórias de africanos e indígenas, no âmbito do ensino de História. Nesse sentido, importa, enfim, discutir os vínculos, seguindo a trilha da afirmativa de Le Goff sobre o medievo como a “infância das nações”, entre o modo como as novas gerações constroem sua leitura sobre a Idade Média e o modo como se tem construído a subjetividade dos povos e das culturas conquistadas. |
|---|