Influência do medo do Covid-19 sobre a efetividade da terapia manual e agulhamento seco (dry needling) em pacientes com disfunção temporomandibular
As medidas de isolamento social impostas durante a pandemia do COVID-19 exacerbaram transtornos psicológicos e comportamentais. Mesmo com o retorno gradual às atividades, muitos indivíduos continuaram com medo de se infectar e isso perpetuou estados de ansiedade que, potencialmente, influenciam sina...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Lavras (UFLA) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFLA |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufla.br:1/58315 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.ufla.br/handle/1/58315 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Medicina Dor orofacial Disfunção temporomandibular Terapia manual Articulação temporomandibular (ATM) Orofacial pain Temporomandibular disorder Manual therapy Dry needling Temporomandibular joint disorders Myofascial trigger point (MTrP) |
| Sumario: | As medidas de isolamento social impostas durante a pandemia do COVID-19 exacerbaram transtornos psicológicos e comportamentais. Mesmo com o retorno gradual às atividades, muitos indivíduos continuaram com medo de se infectar e isso perpetuou estados de ansiedade que, potencialmente, influenciam sinais e/ou sintomas relacionado à disfunção temporomandibular (DTM). Terapias não medicamentosas como a liberação miofascial e o dry needling (DN) podem diminuir a dor na articulação temporomandibular (ATM) em pacientes com DTM. Além disso, é possível que essas técnicas influenciem beneficamente desfechos psicológicos como o medo do COVID-19. Assim, objetivamos com o presente estudo avaliar os efeitos da terapia manual (TM) e DN sobre a dor, mobilidade articular e medo do COVID-19 em pacientes com DTM. Sessenta participantes diagnosticados com DTM miofascial pela Ferramenta Critérios de diagnóstico para doenças temporomandibulares (DC/TMD) foram distribuídos aleatoriamente em três grupos: Grupo Terapia Manual (GTM) e Grupo Dry Needling (GDN) e Grupo Terapia Cognitiva Comportamental/Controle (GCO). Os participantes responderam à Escala de medo do COVID-19 (FCV-19S), a Escala Visual Analógica (VAS) e a mobilidade articular da mandíbula foi avaliada. Os dados foram coletados em três momentos distintos: antes da intervenção (T0); imediatamente após a última sessão de tratamento (T1) e 30 dias após o término de cada tratamento (T2). Todos os participantes foram tratados por quatro semanas (uma sessão de 30 minutos por semana). Os dados foram submetidos à ANOVA Modelo linear misto de duas vias, considerando efeito do grupo (dry needling x Terapia Manual x Controle) e do tempo (baseline, imediatamente após e 30 dias depois) e a interação tempo*grupo na variância observada nos desfechos. Foi observado um efeito de interação tempo*grupo para a abertura máxima, protrusão e dor/EVA, em que a medida de abertura máxima aumentou nos grupos DN e TM (p=0,005), enquanto a protrusão aumentou no grupo DN (p=0,007; poder do teste=97% e tamanho do efeito grande). Observou-se diminuição nos escores de dor (EVA) ao longo do tempo apenas nos grupos DN e TM (p<0,001; poder do teste>99% e tamanho do efeito grande). Além disso, o escore total de medo do COVID-19 diminuiu nos grupos DN e TM após 30 dias em relação ao GCO (p=0,033). Os resultados evidenciam que tanto o tratamento com DN quanto com TM proporcionaram melhoras significativas na dor, mobilidade articular e medo do COVID-19. Conclui-se que o tratamento com as técnicas de TM e DN são eficazes para melhorias dos parâmetros relacionados à DTM. |
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