RECORTES DISCURSIVOS, PARADIGMA INDICIÁRIO E PROCEDIMENTOS CONTRAINDUTIVOS
O presente artigo visa a cotejar os pressupostos epistemológicos da Análise Materialista de Discurso com as críticas epistemológicas de Paul Feyerabend e o paradigma indiciário do historiador Carlo Ginzburg. Passando pelas relações entre Estado, ciência, subalternidade e materialismo, identifica pro...
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| Tipo de documento: | artigo |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL) |
| Repositório: | Linguagem em (Dis)curso (Online) |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:portaldeperiodicos.animaeducacao.com.br:article/6998 |
| Acesso em linha: | https://portaldeperiodicos.animaeducacao.com.br/index.php/Linguagem_Discurso/article/view/6998 |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | Epistemologia Análise de Discurso Paradigma Indiciário Recorte |
| Resumo: | O presente artigo visa a cotejar os pressupostos epistemológicos da Análise Materialista de Discurso com as críticas epistemológicas de Paul Feyerabend e o paradigma indiciário do historiador Carlo Ginzburg. Passando pelas relações entre Estado, ciência, subalternidade e materialismo, identifica proximidades entre as abordagens de Michel Pêcheux em torno das exceções, e de Ginzburg em torno do excepcional. Discute o lugar das evidências e dos procedimentos contraindutivos na prática científica, assim como o pluralismo metodológico dos estudos históricos, pontuando diversos cruzamentos entre as investigações dos historiadores, o anarquismo epistemológico de Feyerabend e os procedimentos de análise discursiva estabelecidos por Pêcheux e outros analistas, como Eni Orlandi e seu conceito de recorte discursivo. Partindo das implicações deste conceito, o artigo traz os resultados da análise do depoimento de um diretor do sindicato dos rodoviários da Bahia, contrário à liberação das roletas dos ônibus durante uma greve da categoria. |
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