Financiamento do déficit público e inflação: um modelo para o caso brasileiro

O trabalho procura dar maior fundamentação à discussão acerca da relação existente entre déficit público e inflação. Com base numa equação de financiamento de déficit, em que a relação déficit/PIB é exógena e o coeficientede endividamento (dívida interna/PIB) é constante, e dada uma função de demand...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Giambiagi, Fabio, Pereira, Pedro Luiz Valls
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:1989
País:Brasil
Institución:Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)
Repositorio:Repositório Institucional da IPEA (RCIpea)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ipea.gov.br:11058/2506
Acceso en línea:http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/2506
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Déficit público
Inflação
Financiamento de déficit
Descripción
Sumario:O trabalho procura dar maior fundamentação à discussão acerca da relação existente entre déficit público e inflação. Com base numa equação de financiamento de déficit, em que a relação déficit/PIB é exógena e o coeficientede endividamento (dívida interna/PIB) é constante, e dada uma função de demanda de moeda, calcula-se qual é a taxa de inflação de equilíbrio do modelo. Isso permite responder a dois tipos de pergunta: a) Quais são as taxas de inflação relacionadas com diferentes valores da proporção déficit/PIB?; b) Qual é a relação déficit/PIB à qual se deve chegar, partindo-se dos elevados níveis atuais, para se poder aspirar a taxas de inflação anual semelhantes às verificadas no início dos anos 70, no caso da economia brasileira? Em termos genéricos, há duas conclusões que merecem destaque. a primeira é que níveis de relação déficit/PIB superiores a 4,0% tendem a gerar uma ameaça de hiperinflação. A segunda é que para ver taxas de inflação de 10/20% ao ano, o déficit deveria cair para algo em torno de 2,0% do PIB.